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E você, sabe quem paga os comboios da CP?

FOTONuno Fox

CP vai gastar €168 milhões na compra de 22 novos comboios até 2026. Fundos comunitários do Portugal 2030 financiam dois terços deste investimento

Quantos comboios quer a CP?

O plano de aquisição de material circulante anunciado pelo presidente da Comboios de Portugal (CP) na terça-feira, e aprovado pelo conselho de ministros na quinta-feira, prevê a aquisição de 22 comboios destinados essencialmente ao serviço regional da CP. No início de 2017, a anterior administração da CP pedira ao Governo 25 automotoras para o serviço urbano e regional e mais 10 para o serviço de longo curso e internacional.

E quem os vai pagar?

O Governo conta financiar este investimento da CP orçado em €168,2 milhões através dos fundos do próximo quadro comunitário 2021-2027, o chamado Portugal 2030. O objetivo é utilizar os novos milhões do Fundo de Coesão e do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER). Porque Bruxelas não paga tudo, a comparticipação nacional do Estado português deverá ser assegurada, a partir de 2019, através do Fundo Ambiental.

E como vai fazer a CP até lá?

Nos próximos anos, a CP conta com a Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário (EMEF) para manter os atuais comboios a funcionar e com a Renfe para alugar os comboios de que precisar. O protocolo assinado na segunda-feira com a transportadora espanhola prevê o aluguer de 10 unidades nos próximos anos. Vinte dos atuais comboios da CP já são alugados à Renfe, além do Sud Expresso que faz o serviço internacional, o que custa €9 milhões por ano.

Quando chegam os comboios?

Um investimento desta dimensão obriga a CP a lançar um concurso público internacional para todos os fabricantes interessados nesta encomenda de 10 unidades elétricas e 12 bimodo. É um investimento a executar em oito anos, de 2019 a 2026. O presidente da CP já falou com os principais fabricantes europeus — caso dos alemães da Siemens ou dos franceses da Alstom — e diz que o primeiro comboio não chegará antes de 2023.