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TAP rejeita financiar o aeroporto do Montijo

Antonoaldo Neves diz que pode recorrer aos tribunais se a ANA quiser financiar a construção do aeroporto do Montijo à custa do aumento das taxas aeroportuárias aplicadas às companhias aéreas. E admite que a pontualidade da TAP é “vergonhosa”

Pedro Lima

Pedro Lima

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Editor-adjunto

É presidente executivo da TAP desde fevereiro, mas está na companhia desde a privatização. Antonoaldo Neves, 42 anos, anuncia como pretende duplicar a dimensão da companhia. Um crescimento sob o signo do quinze: 15 novas rotas (se se incluir a passagem do voo de Newark para diário), 15% de crescimento de faturação este ano, 15 aviões no próximo ano. E milhares de contratações de trabalhadores.

Que missão lhe deram para a TAP?
Para nós, que passámos pelo processo de privatização desde 2014, a TAP era uma oportunidade única de aproveitar uma plataforma de conectividade muito bem localizada na Europa para fortalecer as ligações para o Atlântico. A TAP tinha cerca de 70 aviões e acreditávamos que, com 80, e com a reorganização da rede e melhores práticas de gestão, iríamos transformar a operação, fazer o turnaround [passar de prejuízos a lucros] e criar valor para o acionista, para os trabalhadores e para Portugal. Mas fomos sempre sendo surpreendidos positivamente por diversos aspetos. O potencial da TAP é muito maior do que imaginávamos.

Quão maior?
Estamos a falar de poder chegar a 130 aviões até 2025. Isso é dobrar o tamanho da empresa em dez anos. Em aviação isso é crescimento de mercado emergente, com o potencial de se estar na Europa e num país como Portugal, numa economia madura. Nos dois últimos anos a missão mudou completamente, antes era ter 80 aviões, hoje é preparar a empresa para crescer e muito. O maior desafio é preparar a TAP para entregar de forma excelente um volume de crescimento brutal.

Saiba mais na edição deste sábado do Expresso.

  • “Vamos duplicar o tamanho da TAP”

    É presidente executivo da TAP desde fevereiro, mas está na companhia desde a privatização. Antonoaldo Neves, 42 anos, anuncia como pretende duplicar a dimensão da companhia. Um crescimento sob o signo do quinze: 15 novas rotas (se se incluir a passagem do voo de Newark para diário), 15% de crescimento de faturação este ano, 15 aviões no próximo ano. E milhares de contratações de trabalhadores.