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Por hora, nascem em Portugal 23 empresas e morrem oito

Nascimentos e mortalidade empresarial em alta. Na criação de empresas, 2018 pode bater um novo recorde

Em cada hora que passa, nascem em Portugal 23 empresas, oito encerram e uma empresa inicia insolvência. Este é o retrato da realidade empresarial traçado pelo Barómetro Informa D&B que resulta da análise e monitorização do tecido empresarial em Portugal.

Até ao fim de agosto, foram criadas 30 620 empresas e outras organizações, uma subida homóloga de 10%. Face a este desempenho, a Informa D&B, admite que 2018 poderá bater o recorde na constituição de empresas.

É o negócio turístico que está a impulsionar o empreendedorismo. No polo oposto, liderando a mortalidade encontram-se os setores Grossista e Indústrias transformadoras. Nos dois casos, a criação de empresas é mais lento do que no restante tecido empresarial.

Turismo impulsiona

A paixão pela constituição de empresas é transversal ao tecido empresarial e a todos os distritos do país. Mas, acentua a Informa D&B, o grande impulso resulta dos setores ligados ao turismo, com uma crescimento de 19%. Em destaque encontram-se os negócios imobiliários,, construção, alojamento e restauração e transporte ocasional - plataformas como a Uber não serão alheias a esta evolução. No conjunto, estes segmentos representam 40% das empresas criadas até ao fim de agosto.

A Informa D&B realça ainda o desempenho das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC), em que constituição de 1191 sociedades traduz uma crescimento de 19%.

Serviços (9 977 nascimentos), Alojamento e restauração (3 604) e Retalho (3 564) foram os setores que mais empresas geraram.

Em contraciclo encontram-se setores mais tradicionais como a Agricultura, pecuária e pesca que geraram menos 384 anos do que em 2017 (-30%).

Mortalidade sobe

Os 10 295 encerramentos registados nos primeiros sete meses de 2018 representam uma subida homóloga de 17%, uma evolução que se acentuou a partir de abril. O desempenho inverte a tendência de descida que se verificara em 2017. Considerando o ano móvel terminado em agosto a subida é de 3%

A subida da mortalidade é partilhada pela generalidade das atividades, mas os principais contributos resultam do setor Grossista, com mais 293 encerramentos ( +38%) e Indústrias transformadoras (+26,%), dois setores de elevada importância nas exportações.

O setor dos Serviços (2 406) e Retalho (1 827) são os que registam um número mais elevado de encerramentos, registando crescimentos de 11% e 14%, respetivamente.

Escrutinando a realidade das novas insolvências (1625), a Informa D&B concluiu que 2018 prossegue a trajetória descendente iniciada em 2013. Mas, a velocidade da queda é agora mais lenta (3,6% no ano móvel). Mais de dois terços das novas insolvências ocorrem nas Indústrias transformadoras, Serviços, Retalho e Construção.