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Algarve com mais ocupação turistica em agosto apesar da quebra de 13,3% de ingleses

Portugueses ajudaram a compensar a descida de britânicos com uma subida de 13,2% em agosto. O maior salto no Algarve no mês que marca o pico de verão veio dos turistas franceses, que dispararam 21,7%

No mês de agosto, os estabelecimentos hoteleiros do Algarve registaram uma quebra de 13,3% de turistas ingleses, mas o resultado global saltou-se num ligeiro aumento de 0,5% nas taxas de ocupação face ao período homólogo do ano passado, e que se cifraram em 95% - segundo dados divulgados esta quarta-feira pela Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA).

O maior crescimento em agosto veio dos portugueses, cujo volume de dormidas subiu 13,2% face a agosto de 2017, e sobretudo dos franceses, que registaram aqui um salto de 21,7%. Também do lado dos espanhóis houve uma expressiva subida de 18,5% no Algarve em agosto, a par do crescimento verificado em outros mercados.

Além dos ingleses, também de destacou a descida de 15,8% dos turistas ingleses no Algarve em agosto. Segundo a AHETA, a descida de britânicos reflete os efeitos do Brexit e da desvalorização da libra, a par da maior aposta dos operadores turísticos em vender outros destinos que há anos estiveram em turbulência, em particular a Turquia, o Egito ou a Tunísia.

Receitas dos hotéis subiram 1% em agosto

O volume de vendas nos estabelecimentos hoteleiros do Algarve registou um aumento de 1% em agosto face ao período homólogo do ano passado. No acumulado do ano, o negócio dos estabelecimentos hoteleiros algarvios vai com um aumento de 3,2%, apesar da taxa de ocupação por quarto ter descido 1,5% desde janeiro.

Segundo Elidérico Viegas, presidente da AHETA, tem havido “uma quebra constante de britânicos desde o ano passado, que tendencialmente se irá acentuar e alargar-se a outros mercados, como alemães ou holandeses”.

Mas frisa que esta queda está sobretudo associada aos clientes que compram pacotes de férias aos operadores turísticos, e que por outro lado está em crescimento o mercado dos turistas 'independentes' que chegam em voos 'low cost' e fazem reservas diretas.

Hoteleiros contactados pelo Expresso também garantem que apesar da quebra do turismo britânico "2028 não vai ser nenhum desastre para o Algarve".