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Combustíveis e restaurantes e hotéis voltam a ditar subida da inflação

Marcos Borga

A taxa de variação homóloga do Índice de Preços no Consumidor situou-se em 1,6% em julho, confirmou esta sexta-feira o Instituto Nacional de Estatística. Um valor que compara com 1,5% em junho

A taxa de inflação em Portugal, medida pela variação homóloga do Índice de Preços no Consumidor (IPC), subiu para 1,6% em julho, indicam os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) esta sexta-feira, e que confirmam a estimativa rápida avançada a 31 de julho.

Este valor compara com 1,5% em junho, o que significa que a inflação voltou a subir em Portugal e está agora no valor mais elevado desde novembro do ano passado.

Uma aceleração dos preços que, tal como aconteceu em junho (quando a variação homóloga do IPC subiu 0,5 pontos percentuais), está muito associada aos combustíveis e à restauração e hotelaria.

Afinal, nas classes de despesa com contribuições positivas para a variação homóloga do IPC, o INE salienta a dos "Transportes" (onde se incluem os combustíveis) e a dos "Restaurantes e hotéis".

Já a classe com contribuição negativa mais relevante foi a do "Vestuário e calçado", indica o INE.

Em termos do indicador de inflação subjacente (que exclui os produtos alimentares não transformados e energéticos, que têm preços mais voláteis), apresentou uma variação homóloga de 1%, valor idêntico ao registado em junho.

Quanto ao agregado relativo aos produtos alimentares não transformados registou uma variação homóloga de 1,3% em julho (1,2% em junho), enquanto a taxa referente aos produtos energéticos aumentou para 7,7% (7,5% no mês anterior).