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Houve mais insolvências em julho

Angra do Heroísmo é um dos casos onde houve um aumento do número de insolvências superior a 100%

d.r.

Lisboa e Porto são os distritos com mais processos. Mas Beja e Angra do Heroísmo protagonizam as maiores subidas

Em julho, as ações de insolvência aumentaram 28% face ao mesmo mês do ano passado, anunciou a Iberinform. É uma subida que ficou a dever-se "ao encerramento de processos em curso", informa a filial da Credito Y Caucion na sua análise.

Nos sete primeiros meses do ano houve 4.042 insolvências, o que representa um crescimento de 6,9% comparativamente a 2017. Em julho, o registo é de 499 empresas.

Numa análise mais fina, o estudo refere que as declarações de insolvência requeridas caíram 6,1% até julho, enquanto os pedidos apresentados pelas próprias empresas desceram 4,4% e os encerramentos na sequência de planos de insolvência diminuíram 34,2% face a 2017. No entanto, as declarações de insolvência (encerramento de processos), aumentaram 19,4%.

Por distritos, Lisboa lidera o ranking, com 1.113 (+1,8%), seguida do Porto, com 901 (+21,4%). Mas coube a Beja (130,8%), Angra do Heroísmo (116,7%) e Guarda (67,7%), protagonizar os maiores aumentos.

Seis distritos apresentaram descidas no número de insolvências: Madeira (18%), Évora (16%), Setúbal (13,9%), Leiria (11,5%), Viseu (11,6%) e Viana do Castelo (4,5%).

Os sectores mais penalizados por insolvências são os das indústrias extrativas (140%), eletricidade, gás e água (38,5%), agricultura, caça e pesca (19,6%), comércio a retalho e por grosso (9,3% e 12,9% respetivamente) e comércio de veículos (9,2%).

Até julho, apenas três sectores apresentam um decréscimo no registo de insolvências: telecomunicações (-33,3%), transportes (-7,2%) e hotelaria e restauração (-0,9%).