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Exportações continuam a subir, mas as importações crescem mais depressa

Ana Baião

Instituto Nacional de Estatística fala de desaceleração significativa no primeiro semestre do ano

Nos primeiros seis meses do ano, as exportações aumentaram 6,6%, mas a subida homóloga das importações foi superior e atingiu os 8,8%, anunciou o Instituto Nacional de Estatística (INE) no seu relatório sobre comércio internacional.

Na comparação face ao mesmo período de 2017, o INE afirma que o ritmo dos dois pratos da balança comercial foi "desacelerando de forma significativa", uma vez que compara com percentagens de 12,2 % do lado das exportações e de 14,3% do lado das importações.

Excluindo o segmento dos combustíveis e lubrificantes, as subidas das exportações e importações ficam nos 6,6% e nos 8,8%, respetivamente.

Em junho, as exportações de bens aumentaram 8,6% comparativamente ao mesmo período do ano passado. A subida homóloga mensal das importações foi superior e atingiu os 18,1%, muito por força dos combustíveis e lubrificantes com origem em países extra-UE, refere o INE. Excluindo este item, o salto nas importações ficou nos 10,3% (2,8% em maio).

O défice da balança comercial de bens em junho foi de 1.682 milhões de euros, mais 641 milhões do que um ano antes, mas excluindo o segmento dos combustíveis e lubrificantes, o saldo negativo é de 999 milhões de euros, refere o INE.

Considerando o período abril -junho, as exportações e importações cresceram 10,5% e 10,4% respetivamente.