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Economia da área euro “avança numa trajetória de crescimento sólido”, diz o BCE 

Getty

Apesar da solidez do crescimento, a incerteza continua no palco global. Ainda é necessário um estimulo significativo da política monetária

A economia da área euro “avança numa trajetória de crescimento sólido”, mas o Banco Central Europeu considera que “ainda é necessário um estímulo significativo à política monetária”, diz o último Boletim Económico do banco central, divulgado esta quinta-feira.

Apesar do ritmo de crescimento da economia global ter continuado estável no segundo trimestre de 2018, o BCE considera que a incerteza continua em cena no palco global, decorrente de factores como as ameças de protecionismo e a volatilidade persistente do mercado financeiro.

“Os últimos indicadores económicos estabilizaram e continuam a apontar para um crescimento sólido, mas a um ritmo mais lento do que o registado em 2017”, refere o BCE, sublinhando que este abrandamento decorre, essencialmente, de um abrandamento do impeto do comércio externo, que tinha estado muito forte, mas também de factores do lado da oferta.

Quanto ao consumo privado, “continua a ser apoiado pela subida continua do lado do emprego”, sob o impacto das reformas efetuadas no mercado de trabalho e do aumento da riqueza das famílias.

Já o investimento no universo empresarial, traduz as “condições favoráveis de financiamento”, o aumento dos lucros e a solidez da procura. O BCE acredita, aliás, que “a expansão generalizada da procura mundial venha a dar um impulso às exportações da zona euro”.

A inflação subiu de 1,9%, em maio, para 2%, em junho, a refletir a subida dos preços na energia e nos alimentos. E, com base nos preços atuais dos contratos de futuros do petróleo, o BCE admite que a taxa de inflação continue a oscilar próxima do nível atual até ao final do ano.

O crescimento dos empréstimos ao sector privado está a ser impulsionado pelos empréstimos a sociedades não financeiras e a análise aos empréstimos bancários realizados na área euro no segundo trimestre indica que “o crescimento do crédito continua a ser suportado pela flexibilização dos padrões de concessão de financiamento e pelo aumento da procura em todas as categorias de crédito”.

Assim, o Conselho do BCE decidiu manter inalteradas as taxas de duro diretoras do Banco Central Europeu e espera que elas permaneçam nos níveis atuais pelo menos até ao verão de 2019 e durante o tempo necessários para assegurar a convergência sustentada da inflação num nível próxima da atual taxa de 2%.

Sobre as medidas de política monetária, além da decisão de manter as suas taxas diretoras inalteradas, esperando que se mantenham nos níveis atuais pelo menos até ao verão de 2019, o BCE confirma que o programa de compra de ativos do Eurosistema continuará no ritmo mensal de 30 mil milhões de euros até ao final de setembro, antecipando que em função dos números da inflação este valor pode descer para os 15 mil milhões até ao final do ano.