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Queda do desemprego: "É provavelmente das melhores notícias que podemos ter", diz o governo

Tiago Miranda

O forte recuo no desemprego é "provavelmente das melhores notícias que podemos ter do ponto de vista estrutural" diz o ministro Vieira da Silva em reação aos números esta quarta-feira divulgados pelo INE

A quebra acentuada do desemprego no segundo trimestre do ano é "um sinal muito positivo" para a economia portuguesa e "provavelmente das melhores notícias que podemos ter do ponto de vista estrutural". A reação é do ministro do Trabalho e da Segurança Social que assinala os elementos que considera mais relevantes: forte criação de postos de trabalho, descida no desemprego de longa duração e melhoria no desemprego juvenil.

De acordo com os dados divulgados esta quarta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), entre Abril e Junho a taxa de desemprego desceu para 6,7%, atingindo o "valor mais baixo da série iniciada no primeiro trimestre de 2011", um dado que, para Vieira da Silva, "é talvez a evolução mais positiva de toda esta legislatura do ponto de vista trimestral".

A taxa de 6,7% de desemprego "compara com aquilo que existia no final de 2015, onde no início desta legislatura era de 12,2%, uma queda de 44% do número de desempregados e da taxa de desemprego", destacou o governante.

Além disso, "é um dado muito significativo", uma vez que "é acompanhado por um forte crescimento do emprego", salientou.

"Foram criados em termos líquidos, nestes cerca de dois anos e meio, 312 mil postos de trabalho, foi diminuído em 282 mil o número de desempregados, dos quais 211 mil são desempregados de longa duração", prosseguiu José António Vieira da Silva.

"E este é um dos dados mais significativos desta informação do Instituto Nacional de Estatística, que é a forte concentração da diminuição do desemprego em desempregados de longa duração", apontou o governante, destacando que a taxa de desempregados de longa duração, ou seja, há mais de um ano no desemprego, era de 7,6% e agora é de 3,5%, "das mais baixas deste século".

Isto significa que "o dinamismo do emprego está a ser muito forte, a recuperar para o mercado de trabalho pessoas que estavam afastadas há muito tempo, faz com que também tenha crescido a população ativa", sublinhou o ministro.

Além disso, também destacou que "há uma melhoria no emprego juvenil muito forte", apontando que é "uma melhoria ainda mais sólida naquilo que são chamados jovens Neet [que não está nem a trabalhar nem a estudar ou a frequentar qualquer tipo de formação], uma vez que "a descida é muito relevante, passa dos 227 mil para 137 mil".

"Todos os indicadores são indicadores de reequilíbrio e, para finalizar, isto é acompanhado por um crescimento do salário médio superior a 4% em termos anuais pelos dados do INE. Portanto, há, de facto, um dinamismo muito forte do mercado de trabalho que corresponde ao dinamismo da economia e que é provavelmente das melhores notícias que podemos ter do ponto de vista estrutural, porque quer dizer que a economia portuguesa se está a modernizar e está a modernizar-se com forte conteúdo de emprego", afirmou Vieira da Silva.

"É um sinal muito positivo para o país, o Governo sempre disse que a prioridade do país tinha de ser emprego, emprego, emprego, sem crescimento do emprego e dos salários tudo mais se torna mais difícil", concluiu.

De acordo com o INE, a população desempregada, estimada em 351,8 mil pessoas, "diminuiu 14,2% (menos 58,3 mil) relativamente ao trimestre anterior, prosseguindo os decréscimos trimestrais observados desde o segundo trimestre de 2016".

No que respeita ao trimestre homólogo, registou-se um recuo de 23,7% (menos 109,6 mil), "ligeiramente inferior à observada no trimestre precedente".

A taxa de desemprego de jovens (15 a 24 anos) desceu para 19,4%, "correspondendo também ao valor mais baixo da série iniciada no primeiro trimestre de 2011", adianta o INE nas estatísticas de emprego relativas ao segundo trimestre deste ano.

Já a população empregada teve um aumento trimestral de 1,4% (67,4 mil) e de 2,4% (mais 113,7 mil) em termos homólogos.