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Governo italiano tenta sossegar os mercados: permanência no euro não está em causa

Enzo Moavero, ministro dos Negócios Estrangeiros de Itália, e Giovanni Tria, ministro das Finanças

Silvia Lore/Getty

O governo italiano garante que vai trabalhar para reduzir a elevada dívida pública e cumprir os seus compromissos orçamentais. A mensagem. para tentar tranquilizar os mercados, garante ainda que o governo está alinhado com o euro

O ministro da Economia e Finanças de Itália, Giovanni Tria, garante que o Governo vai trabalhar para reduzir a elevada dívida pública e cumprir os seus compromissos fiscais, uma mensagem para tentar tranquilizar os mercados.

"Compreendo os receios do mundo empresarial, sobretudo numa fase delicada em que se constrói a identidade política de um Governo completamente novo", mas "assustar os mercados não está no programa" político, firmado entre o Movimento Cinco Estrelas e a Liga, afirmou Tria, numa entrevista publicada no jornal económico Il Sole 24 Ore.

O ministro assegurou que o Governo já está a trabalhar na elaboração e aprovação do orçamento para 2019, que o parlamento vai começar a debater a partir de setembro e adiantou que devem ser revistas em baixa as previsões de crescimento para este ano e para o próximo.

As previsões do anterior Governo, do Partido Democrata (centro esquerda), apontavam para um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de Itália de 1,5% este ano, de 1,4% em 2019 e de 1,3% em 2020.

Tria apontou agora que a economia do país deve crescer 1,2% este ano, e "1% ou 1,1%" em 2019. "Estes números são compatíveis com o caminho de uma redução da dívida", considerou.

O governante reconheceu que Itália regista um abrandamento da sua economia, argumentou que para "aumentar a confiança dos mercados é necessário demonstrar que sabe crescer" e reiterou que a "linha oficial do Governo não põe em causa a permanência no euro".

O Movimento Cinco Estrelas e a Liga prometeram na campanha eleitoral aprovar duas medidas que os analistas consideraram incompatíveis: um subsídio para desempregados e uma descida drástica dos impostos, com uma taxa única para todos os rendimentos.

Na opinião de Tria, "é necessário começar a elaborar um calendário que indique de que modo" serão implementadas estas duas medidas, em conjunto com "os objetivos a cumprir nos próximos anos".

No próximo orçamento, o Governo tentará não aumentar o IVA e procurará incentivos para atrair o dinheiro de que necessita para equilibrar as suas contas, embora Tria não tenha adiantado pormenores.