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CUF ainda não se restabeleceu de ataque informático

Nuno Botelho

Grupo diz que apesar do “impacto significativo” do vírus, não houve “qualquer quebra de segurança nos dados dos doentes” e desmente pedido de resgate

Pouco a pouco, as unidades de prestação de cuidados de Saúde da CUF estão a restabelecer a marcação de consultas e de exames, depois de a rede informática ter sido sofrido um ataque de um vírus, na passada sexta-feira, dia 3 de agosto.

Fonte oficial do Grupo José de Mello Saúde (JMS) adianta ao Expresso que, até ao final da semana, o funcionamento da rede deverá estar restabelecido em pleno. E frisa que, no momento do ataque, “de imediato foram ativados todos os planos de segurança e contingência e, apesar do impacto significativo deste vírus no sistema, o funcionamento da grande maioria da atividade clínica, nomeadamente o Atendimento Permanente, Bloco Operatório, Internamento ou Cuidados Intensivos, esteve sempre assegurado”.

PPP escapam

Sobre a segurança da informação clínica dos clientes das unidades CUF, a JMS menciona que “o acesso ao sistema informático da rede de unidades CUF foi afetado pelo aparecimento de um vírus informático, não tendo no entanto havido qualquer quebra de segurança nos dados dos doentes”. Além disso, a mesma fonte desmente que tenha havido um pedido de resgate por parte dos piratas informáticos.

Todas as unidades CUF foram afetadas de forma igual, mas o ataque informático não atingiu os hospitais de Braga e de Vila Franca de Xira, que a JMS gere em regime de parceria público-privada.

O vírus obrigou as unidades CUF a desmarcarem consultas e exames, cuja remarcação está a ser feita para os próximos dias, “tentando desta forma minimizar o incómodo para os doentes”. “Para que a reposição total do sistema aconteça de forma mais rápida foi necessário proceder a algumas desmarcações não urgentes, de consultas e exames, estando estas a ser remarcadas para o final desta semana ou para o início da próxima”, esclarece a JMS.

Além das desmarcações, o acesso ao portal do utente “My CUF” tem estado comprometido, sem que os clientes tenham acesso, por exemplo, aos exames mais recentes.

A JMS salienta que neste momento a prioridade é restabelecer-se deste ataque e que “continua a trabalhar afincadamente, desde o primeiro momento, em estreita articulação com todas as autoridades competentes, nomeadamente com o Centro Nacional de Cibersegurança e com todos os parceiros na resolução desta situação, estando nesta fase totalmente comprometida e focada em restabelecer, com a maior celeridade possível, a normalidade do funcionamento da atividade da rede de unidades CUF”.

Hospital da Luz sofre ´apagão`

No sábado, dia 4, foi a vez do Hospital da Luz, do Grupo Luz Saúde ser atingido por um ´apagão`. O sistema informático da unidade hospitalar, situada em Lisboa, esteve ‘em baixo’. Fonte oficial do Grupo garante que não houve um ataque informático, esclarecendo que o hospital de Lisboa foi afetado pelos cortes na energia elétrica que “afetaram toda a cidade”.

“Durante um período muito curto, cerca de duas horas, não foi possível admitir novos doentes, embora as situações graves tenham sido asseguradas (como, por exemplo, urgências relacionadas com trabalho de parto). Faz parte das regras de segurança, interromper as inscrições de doentes enquanto o sistema informático está comprometido. De qualquer modo, não foi necessário mandar doentes embora porque rapidamente se resolveu o problema”, diz a porta-voz da Luz Saúde.

“O funcionamento do hospital nunca esteve em causa porque temos um sistema próprio de geração de energia”, garante.