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Governo: “O conselho de administração da CP está a trabalhar normalmente”

António Pedro Ferreira

Empresa não comenta notícia de que a sua administração está de saída

Pedro Lima

Pedro Lima

Editor-adjunto

O ministério do Planeamento e das Infraestruturas começou esta terça-feira por reagir à notícia do 'Público' - que dava conta da saída da administração da CP, liderada por Carlos Nogueira - dizendo que “o conselho de administração da CP está a trabalhar normalmente”. E acabou por fazer um comunicado em que dizia taxativamente que "o Governo desmente as notícias divulgadas hoje sobre o conselho de administração da CP". Já a empresa não quis comentar esta informação.

O 'Público' referia que o governo está já à procura de uma nova equipa, numa altura em que a empresa está sob forte pressão por causa das más condições dos comboios. Esta semana entraram em vigor novos horários para as linhas de Sintra, Cascais, Norte e Oeste, que implicam uma redução do serviço. E no fim de semana houve mesmo uma situação insólita de cancelamento da venda de bilhetes por causa do calor.

As más condições do sector ferroviário, que têm vindo a agravar-se de ano para ano, estão a ser alvo de fortes críticas, nomeadamente dos partidos da oposição, PSD e CDS, que levaram a uma reação do secretário de Estado das Infraestruturas. Na segunda-feira Guilherme W. d’ Oliveira Martins negou a existência de uma situação de “colapso” – palavra utilizada pelo CDS – e disse mesmo que estes partidos estão “a criar um caso que não existe de todo”. Não há colapso nenhum, o que acontece são opções por parte da CP para garantir que há condições de transporte dignas e de qualidade”, declarou à agência Lusa.

“Há uma ideia errada de que não há comboios suficientes e que os passageiros estão a perder qualidade de serviço”, frisou. Declarações que, sabe o Expresso, causaram estranheza dentro das empresas do sector ferroviário.

No final de junho as comissões de trabalhadores (CT) de quatro empresas ligadas ao sector ferroviário - a Infraestruturas de Portugal (IP), a CP – Comboios de Portugal, a EMEF – Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário e a MedWay – Transporte e Logística – divulgaram uma posição conjunta alertando para os riscos associados à ferrovia, nomeadamente o facto de temerem pela segurança de quem anda de comboio, atendendo à degradação dos equipamentos.

(notícia atualizada com o comunicado do Ministério do Planeamento e das Infraestruturas)