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Hotel Pestana evacuado na Venezuela. Grupo português colabora com autoridades

Hotel Pestana em Caracas (Venezuela)

O Hotel Pestana Caracas, na Venezuela, foi evacuado esta segunda-feira por ordem do Serviço Bolivariano de Inteligência. Os hóspedes foram já instalados noutros hotéis da cidade

Vítor Andrade

Vítor Andrade

com Lusa

Jornalista

Helena Bento

Helena Bento

Jornalista

Está interditado o acesso ao Hotel Pestana Caracas, na Venezuela, após uma ordem de evacuação do local por parte do Serviço Bolivariano de Inteligência (serviços secretos daquele país).

Fonte oficial do Grupo Pestana confirmou ao Expresso que “há total colaboração com as autoridades venezuelanas” e que a, a partir de Portugal, estão a acompanhar a situação em permanência. A mesma fonte garantiu que todos os hóspedes que estavam alojados naquela unidade hoteleira foram já instalados noutros hotéis de Caracas.

Até ao momento ainda não há informação sobre se, entre os hóspedes do Pestana Caracas, se encontram cidadãos portugueses. Questionado sobre isso, o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) disse apenas estar a “acompanhar a situação através da embaixada de Portugal em Caracas”. Também estará em contacto com a administração do hotel em causa, acrescentou a mesma fonte do MNE ao Expresso.

Funcionários do Serviço Bolivariano de Inteligência (SEBIN, serviços secretos) mandaram evacuar esta segunda-feira o Hotel Pestana Caracas, propriedade de empresários portugueses, mantendo impedido o acesso ao local.

Fontes não oficiais avançaram que a ação da polícia estará relacionada com o atentado de sábado contra o Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e dão conta de dois suspeitos detidos no hotel. Nenhuma das informações foi, no entanto, confirmada oficialmente. No local, estão quatro carrinhas do SEBIN, informou uma fonte contactada pela Lusa, adiantando que foi restringido o acesso ao local.

Propriedade do Grupo Pestana, de Portugal, o Hotel Pestana Caracas foi inaugurado em 2008, durante a visita à Venezuela do então primeiro-ministro português, José Sócrates.

No sábado, duas explosões que as autoridades dizem ter sido provocadas por dois drones obrigaram o Presidente da Venezuela a abandonar rapidamente uma cerimónia de celebração do 81.º aniversário da Guarda Nacional Bolivariana (polícia militar).

O ato, que decorria na Avenida Bolívar de Caracas (centro), estava a ser transmitido em simultâneo pelas rádios e televisões venezuelanas e no momento em que Nicolás Maduro anuncia que tinha chegado a hora da recuperação económica ouviu-se uma das explosões.

Sete militares ficaram feridos e, segundo as autoridades, foram detidas seis pessoas por suspeitas de envolvimento no atentado.

[NOTÍCIA ATUALIZADA ÀS 20H15]