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“Bancos estão atentos aos riscos acrescidos do capital estrangeiro”

João Raposo, Diretor do Departamento de Ação Sancionatória do Banco de Portugal

Nuno Botelho

A banca portuguesa não está livre de ser usada para lavar dinheiro mas tem mecanismos suficientemente robustos para detetar e prevenir a generalidade das situações, garante ao Expresso João Raposo, diretor do departamento de ação sancionatória (DAS) do Banco de Portugal (BdP). Numa altura em que o banco central está a ultimar o seu regulamento sobre as novas regras de prevenção do branqueamento de capitais, o responsável reconhece que o aumento do investimento estrangeiro, nomeadamente de jurisdições que não cumprem com os standards internacionais, representa desafios acrescidos à banca e ao supervisor, mas não tem levado ao aumento do número de operações suspeitas

Portugal teve nota máxima em matéria de prevenção do branqueamento de capitais. Significa isto que os portugueses podem estar descansados quanto à integridade do sistema financeiro?
Deixe-me só caracterizar melhor o que foi avaliado e o nível de densidade com que foi feito, porque isso ajuda a perceber quão descansados podemos estar. Esta avaliação do Grupo de Ação Financeira Internacional (GAFI) é uma referência e é muito exigente. A avaliação durou meses, estamos a falar de dezenas de reuniões em que foram pedidos milhares de documentos. A avaliação foi muitíssimo positiva, isso permite-nos aferir o grau de conforto com que podemos encará-la.

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