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Têxteis. Portugal é o país convidado na PV Manufacturing

Lucília Monteiro

Em setembro, em Paris, Portugal sobe ao palco principal da Premiere Vision, a grande feira de referência nos tecidos, acessórios e vestuário, como país convidado da PV Manufaturing, especializada na área da confeção.

Num certame que reúne quase dois mil expositores e 55 mil visitantes de todo o mundo, os têxteis nacionais querem aproveitar a oportunidade para brilhar e mostrar a excelência do made in Portugal em várias frentes, da subcontratação à tecnologia, inovação e sustentabilidade, num espaço de 100 metros quadrados onde vão juntar 20 empresas lusas.

"Sob o tema Focus Country: Portugal teremos 20 empresas nacionais para destacar o que de melhor se faz por cá. O objetivo não é mostrar que somos competitivos pelo preço, mas sim apresentar outros atributos que diferenciam a produção nacional pelo lado da competência e da qualidade", explica Manuel Serrão, da Selectiva Moda, que está a organizar esta participação lusa com o CENIT - Centro Inteligência Têxtil, em colaboração com a AICEP.

Entre as empresas presentes estarão alguns pesos pesados da indústria têxtil nacional, como a A. Sampaio, Somelos, Riopele e Têxteis Penedo. Ana Sousa e Dielmar poderão juntar-se a este grupo que também integra a Sedacor, do sector da cortiça, numa oferta que cruza vestuário, tecidos e têxteis-lar.

Para além desta mostra e da presença de várias empresas portuguesas especializadas em trabalhar para outras marcas, em subcontratação, com stands individuais, a iniciativa, de 19 a 21 de setembro, contará ainda com uma participação no programa oficial de conferências e um cocktail no espaço Focus Country.

O destaque dado a Portugal na Premiere Vision coincide com um período de algum ajustamento nos principais mercados da indústria têxtil nacional, muito por força da quebra de encomendas da Inditex, que levou a uma descida de 4% nas exportações para Espanha entre janeiro e maio, para os 715 milhões de euros. Apesar desta descida, o mercado espanhol continua a ser o principal destino da produção do sector, com uma quota de 32% nas vendas ao exterior, logo seguido de França (13% de quota), que cresceu 4,5% nos primeiros cinco meses do ano, para os 302 milhões de euros.

Itália, no top cinco dos clientes nacionais, foi o destino que mais cresceu. Deu um salto de 33,1% ou 34 milhões de euros, para somar 136 milhões de euros, correspondentes a uma quota de 6% nas exportações do sector.