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Onda de calor faz disparar consumo de eletricidade

Sean Gallup/Getty

Ontem foi o dia em que os portugueses mais gastaram eletricidade desde o início deste verão. O pico do consumo deu-se pelas 14h30, quando em várias zonas de Portugal se atingiam os 45º centígrados

O consumo de eletricidade no dia 2 de agosto bateu o máximo diário deste verão. De acordo com a REN – Redes Energéticas Nacionais, o pico do consumo naquele dia registou-se cerca das 14h30, quando em vários pontos do país se atingiam os 45º centígrados.

O consumo atingiu os 151,4 gigawatts hora (GWh) na passada quinta-feira, contra 143,4 GWh oito dias antes, ou 135,2 GWh de há um mês.

Desde o dia 13 de abril deste ano que os portugueses não gastavam tanta eletricidade. Nessa quinta-feira de uma primavera que teimava em chegar, o pico do consumo de energia elétrica cifrou-se nos 7437 Megawatts (MW). No passado dia 2 deste mês o pico do consumo atingiu os 7424 MW.

Historicamente, segundo dados da REN fornecidos ao Expresso, o dia de verão em que mais se gastou eletricidade foi a 6 de julho de 2010 (7912 MW, no pico). Em termos gerais, o máximo consumido num só dia em Portugal registou-se a 11 de janeiro de 2010 (9403 MW).

Mais eletricidade a partir do sol

Com a abundância de sol a produção de energia elétrica nas centrais fotovoltaicas ontem também deu um contributo acima do que é normal no sistema eletroprodutor nacional (360 MW contra 246 no dia 2 de julho).

Mas o pico da produção de eletricidade a partir do sol, este ano, deu-se no dia 29 de julho às 13:45, com 437 MW, superando o anterior máximo de 409 MW verificado em 18 de maio de 2017.

Recorde-se que a capacidade instalada fotovoltaica em Portugal é, atualmente, de 548 MW, o que dá para abastecer cerca de 1,5% do consumo nacional.

De acordo com a REN, no passado mês de julho, o efeito das temperaturas abaixo dos valores normais para esta altura do ano, levou o consumo de energia elétrica a registar, pelo segundo mês consecutivo, uma evolução homóloga negativa, agora com menos 0,8%. No final de julho, porém, a variação acumulada anual situava-se nos 2,9%. No mês de julho a produção renovável abasteceu 38% do consumo nacional.