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China ameaça Estados Unidos com tarifas sobre produtos que rondam €52 mil milhões

VCG/Getty

Em causa estão 5.207 produtos norte-americanos, como café, mel e químicos industriais

A China disse nesta sexta-feira estar pronta para aplicar tarifas de 60 mil milhões de dólares (cerca de 52 mil milhões de euros) aos Estados Unidos, caso aquele país avance com taxas alfandegárias aos produtos chineses. Em causa estão 5.207 produtos norte-americanos - como café, mel e químicos industriais - aos quais serão aplicadas tarifas que rondam os 60 mil milhões de dólares, de acordo com um comunicado hoje divulgado pelo Ministério das Finanças chinês.

Esta é a reposta da República Popular da China à eventual imposição de taxas sobre produtos chineses, num valor que pode alcançar os 200 mil milhões de dólares (172 mil milhões de euros).
Acusando a presidência norte-americana de Donald Trump de prejudicar a economia mundial com tais tarifas, a tutela das Finanças chinesa nota que "a China é forçada a apresentar contramedidas".

O Ministério das Finanças chinês admite, por isso, "tarifas de retaliação de 25%, 20%, 10% ou 5%", que avançam caso a administração dos Estados Unidos "persista em colocar as suas ideias em prática".

Na quarta-feira, o Governo de Pequim vincou que as tentativas de chantagem e pressão dos Estados Unidos sobre a aplicação de taxas alfandegárias aos produtos chineses nunca "vão funcionar". "A chantagem e a pressão dos Estados Unidos nunca vão funcionar com a China e se foram tomadas medidas que piorem a situação nós iremos aplicar contramedidas para que possamos manter os nossos direitos e interesses", afirmou o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da República Popular da China, Geng Shuang.

"Pensamos que os conflitos comerciais devem resolver-se com conversações e negociações. Os nossos esforços e a nossa sinceridade estão à vista de todos", acrescentou.

Fontes próximas da administração norte-americana indicaram na terça-feira que os Estados Unidos pretendem estabelecer taxas alfandegárias de 25% sobre as exportações chinesas, o que pode vir a totalizar um valor correspondente aos 200 mil milhões de dólares. "O diálogo deveria ter como base a confiança mútua e a igualdade, estabelecendo regras e credibilidade porque as ameaças unilaterais e a pressão são contraproducentes", frisou o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Pequim.