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Lucro do Santander sobe para 263,6 milhões de euros

Marcelo del Pozo / Reuters

De janeiro a junho o resultado líquido do Santander cresceu 15% face a igual período de 2017

As contas do primeiro semestre do banco liderado por António Vieira Monteiro registaram um crescimento "contínuo e sustentável da sua atividade", em Portugal. O lucro ascendeu a 263,6 milhões de euros, com a margem financeira a subir 31% face à Junho de 2017. Para isso contribuiu o crescimento orgânico com a integração do ex-banco Popular Portugal.

Por seu turno as comissões líquidas subiram 10,8%,com especial destaque para o impacto positivo das comissões de fundos e seguros comercializados pelo banco e de meios de pagamento, sublinha o banco.

O produto bancário aumento 19,8%. "continuamos a apostar ser um banco mais simples e digital e a criar soluções para empresas e particulares através de App", afirma Vieira Monteiro, acrescentando que o banco já tem "mais de 670 mil clientes digitais", ou seja mais 24% face ao mesmo período de 2017.

Os recursos de clientes captados crê-se eram 21,8%, através de um crescimento de 21% em depósitos e 25,6%nos recursos fora do balanço.

O crédito total concedido subiu 25,3 % e as quotas de mercado de produção de crédito às empresas e habitação aumentaram 19,7% e 22,3%, respetivamente, até ao final de maio. O crédito à habitação subiu 13,3% em termos brutos e o crédito às empresas 44,5%, contribuindo a integração do ex Popular para um maior equilíbrio entre a concessão de crédito para habitação e empresas, sublinha o banco.

O rácio de non-performing exposure (NPE) manteve-se em 4,6% e o custo desceu para 0%,o que "evidência a qualidade da carteira de crédito". Vieira Monteiro refere que "não temos tido aumento de risco por termos aumentado a concessão de crédito, embora as análises de risco tenham de ser rigorosas e consevadoras".

O rácio de capital CET 1 atingiu, no final de junho, 13,3%, "claramente acima dos requisitos mínimos do Banco Central Europeu". O rácio de eficiência situou-se nos 46,9% no final do semestre, o que reflete uma melhoria de 0,7 pontos percentuais. O Roe (return on equity) situou se nos 13,2%. As imparidades e provisões líquidas desceram 26,9%, para 4,2 milhões de euros.

Os custos operacionais cresceram 18,1% também por via da integração do Banco Popular.

Quanto ao retorno aos clientes face "aos juros negativos, o banco tem 1300 clientes que terão esse benefício e cumprirem a lei", afirma Vieira Monteiro.