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Confiança dos empresários aumenta, consumidores estão menos animados

rui duarte silva

O indicador de confiança dos consumidores portugueses desce pelo segundo mês consecutivo, enquanto o indicador de clima económico aumentou, atingindo o máximo desde 2002

Os consumidores portugueses estão menos otimistas nestes primeiros meses de verão, a avaliar pelos Inquéritos de Confiança às Empresas e aos Consumidores, referentes a julho, divulgado esta segunda-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). É o segundo mês consecutivo de queda, após o indicador de confiança dos consumidores ter atingido em maio passado o valor máximo da série (iniciada em novembro de 1997). De acordo com o relatório divulgado, esta quebra da confiança "resultou do contributo negativo de todas as componentes" [das perspetivas dos mesmos face à situação económica do país, à situação financeira do agregado familiar, passando pela poupança e pela sua perceção dos preços". Mas ficou a dever-se, sobretudo, às perspetivas relativas à evolução do desemprego e da situação económica do país.

Já o indicador de clima económico aumentou entre maio e julho, atingindo o máximo desde maio de 2002. A confiança aumentou entre os empresários da Indústria Transformadora - após ter diminuído nos primeiros seis meses do ano. "A evolução do indicador refletiu o contributo positivo das perspetivas de produção, enquanto o saldo das apreciações sobre a procura global e sobre a evolução dos stocks de produtos acabados contribuíram negativamente", explica o INE.

Também nos Serviços, a confiança dos empresários aumentou em julho, atingindo o máximo desde agosto de 2001. Este comportamento positivo resultou, sobretudo, das opiniões dos empresários sobre "a atividade da empresa, apreciações e perspetivas sobre a evolução da carteira de encomendas".

Contudo, os empresários do sector da Construção e das Obras Públicas estão menos animados, tendo, nestes inquéritos, mostrado uma diminuição da sua confiança, em julho, interrompendo, assim, a tendência crescente observada desde dezembro de 2012. "A evolução do indicador refletiu o contributo negativo da carteira de encomendas, uma vez que o saldo das opiniões sobre as perspetivas de emprego apresentou um contributo positivo".

Também no sector do Comércio, o indicador de confiança diminui ligeiramente em junho e julho. Esta quebra resulta sobretudo do saldo das opiniões sobre o volume de vendas, "verificando-se um contributo positivo das perspetivas de atividade e das apreciações relativas ao volume de stocks".

Confiança dos empresários desce na Europa

Já em termos internacionais, o indicador que mede o clima de negócios na zona euro recuou. Segundo os dados da Direção-Geral dos Assuntos Económicos e Financeiros da Comissão Europeia, esta quebra deve-se à marcada deterioração das avaliações dos empresários face à carteira de exportações e às expectativas de produção. Foi o segundo mês consecutivo de queda deste indicador.

A tendência foi comum ao indicador de sentimento económico, que mantém a tendência em baixa desde janeiro. Considerando as cinco maiores economias da zona euro, o sentimento económico avançou apenas na Alemanha (0,9), descendo acentuadamente em Espanha (-1,7), e moderadamente em Itália (-0,6). O sentimento económico manteve-se virtualmente estável em França (-0,1) e inalterado na Holanda (0,0).