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Sobe, sobe, crescimento sobe... Mas talvez não suba tanto assim

José Caria

O PIB mundial saiu da crise mais lento. São poucos países a acelerar, e Portugal é um deles. Mas não é necessariamente uma boa notícia

Há muitas formas de analisar as estatísticas. Há até quem diga, em jeito de piada, que devidamente torturados os números dizem tudo o que quisermos. Mas, mesmo sem waterboarding numérico, há inúmeras formas de ler uma estatística. E os dados do crescimento do produto interno bruto (PIB) na saída da crise são um exemplo perfeito. A economia mundial saiu da crise a um ritmo muito mais lento. Mais concretamente, pelas contas do Expresso a partir das estatísticas do Fundo Monetário Internacional (FMI) para 191 países e cujas projeções vão até 2023, o PIB global cresceu 4,2% em média ao ano na década entre 1999 e 2008 e nos dez anos entre 2014 e 2023 fica-se por 3,7%. É uma queda de 13,1% que é o resultado que acontece na maior parte dos países mas onde há exceções. Portugal é uma delas: deverá ter um crescimento ligeiramente mais rápido agora do que antes da crise financeira que teve o auge com o estouro do Lehman Brothers em setembro de 2008 (1,631% contra 1,628%). O problema português está no facto de ser uma aceleração face a um ritmo fraco e, ao mesmo tempo, o PIB nacional estar em processo de perder gás.

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