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Guerra comercial de Trump pode matar a recuperação

Jean-Claude Juncker, presidente da Comissão Europeia, e Donald Trump, presidente dos EUA, falam sobre relações comerciais entre os EUA e a Europa

Joshua Roberts/Reuters

Juncker conseguiu uma trégua para a Europa na Casa Branca, mas a ameaça não está eliminada. FMI avisa que perda de confiança dos investidores será letal para o PIB mundial

Quando a expansão económica mundial começou a ser sólida e sincronizada, Donald Trump resolveu agitar as águas. A guerra comercial desencadeada pelos Estados Unidos veio na pior altura e pode colocar em risco a recuperação. Consciente dessa ameaça, a Comissão Europeia procurou um entendimento com a Casa Branca, e Jean-Claude Juncker esteve esta semana em Washington, onde, juntamente com Trump, assinou o acordo dos três zeros, para “trabalharem em conjunto no sentido de taxas [aduaneiras] de zero por cento, de zero barreiras não alfandegárias e de zero subsídios para os produtos industriais excluindo os automóveis”. E decidiram adiar a imposição de outras taxas enquanto as negociações prosseguem, nomeadamente sobre as importações de automóveis e dos componentes, um sector onde os estragos podem ser significativos. É uma vitória parcial que agradou aos mercados e mereceu o elogio da China, do Fundo Monetário Internacional (FMI) e de Mario Draghi, presidente do Banco Central Europeu. Só que não elimina a ameaça de guerra comercial, não só porque não abrange todo o comércio com a União Europeia como também deixa de fora todos os outros países com quem os EUA têm estado em litígio comercial, nomeadamente a China. E o risco permanece, com consequências imprevisíveis.

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