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Salários fazem aumentar rendimento das famílias da zona euro

Famílias da zona euro têm mais dinheiro no bolso e consomem mais, com os aumentos nos vencimentos a darem o impulso

Os aumentos nos salários pagos na zona euro foram o principal contributo para o crescimento do rendimento real disponível das famílias da zona euro. De acordo com o Eurostat, o rendimento subiu 0,1% no primeiro trimestre de 2018, nos países da moeda única (19 economias), face ao trimestre anterior, período durante o qual se tinha verificado uma expansão trimestral de 0,3% neste indicador.

O gabinete de estatísticas da União Europeia (UE) analisou, além da variável dos salários, outras fontes de rendimentos (como os ganhos prediais), bem como o impacto dos impostos no bolso dos cidadãos da zona euro (cuja variação de -0.3% também ajudou na subida do rendimento disponível).

Por sua vez, no mesmo período, o consumo real, per capita, registou um aumento de 0,3%, depois de ter expandido 0,1% no final de 2017.

Olhando para a média da UE a 28, o rendimento real disponível das famílias cresceu ao mesmo ritmo dos países da moeda única: 0,1% no período em análise, depois de um crescimento de 0,6% no último trimestre de 2017.

Portugal descola da média

Recentemente, o Eurostat divulgou uma análise deste indicador desde 2000. Aí podemos ver que, em Portugal, o rendimento real disponível das famílias cresceu acima da média europeia em 2016: 2,9%, face ao ano anterior, que comparam com os 2% da UE.

Entre 2000 e 2009, o rendimento das famílias na UE expandiu-se 16%, seguindo-se o período de crise em que, entre 2009 e 2013, se assistiu a um decréscimo de 3%, para depois voltar a subir 5% nos três anos seguintes. Em média, o rendimento das famílias europeias cresceu 1% ao ano, num total de 18%, nos 16 anos analisados.

Em Portugal, esta cronologia fez-se de uma expansão de 1,4% em 2001 (contra os 3,1% da EU), com o maior tombo de -5,9% a verificar-se em 2012 (na EU foram -1,1%) e a suceder-se uma recuperação nos anos seguintes, sobretudo a partir de 2015.