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Paulo Macedo diz que fecho da Caixa no Luxemburgo estava previsto e ocorrerá até final do ano

Paulo Macedo garantiu haver “uma segurança total sobre os depósitos” dos clientes

O presidente da Caixa Geral de Depósitos (CGD) disse nesta sexta-feira que o encerramento da sucursal do Luxemburgo já estava previsto desde 2016, no plano acordado com a Comissão Europeia, e que acontecerá até final do ano, garantindo que os depósitos estão seguros.

"Não houve alteração desde 2016, a sucursal estava prevista encerrar desde 2016 como a de [ilhas] Caymam, Nova Iorque, Londres", afirmou Paulo Macedo, na apresentação aos jornalistas dos resultados do primeiro semestre, período em que a CGD teve lucros de 194 milhões de euros.

Questionado sobre o afluxo de hoje de clientes às duas agências da CGD no Luxemburgo, com muitos clientes a retirarem dinheiro, Paulo Macedo disse que há "uma segurança total sobre os depósitos". "O afluxo às agências pode sempre haver, achamos que também há afluxo pela ida de férias. Sendo Luxemburgo uma sucursal, o que responde [pela liquidez] é a CGD como um todo, há uma segurança total sobre os depósitos, isso que fique muito claro", vincou.

A sucursal da CGD no Luxemburgo será fechada até final deste ano, disse Paulo Macedo, servindo os próximos meses para avaliar "tudo o que é preciso fazer para assegurar o serviço aos clientes, assegurar o serviço futuro à comunidade".

Sobre se a CGD manterá alguma presença no Luxemburgo, onde há uma importante comunidade portuguesa, o presidente do banco disse que será avaliado por exemplo um escritório de representação, nomeadamente com o eventual comprador da operação.

A sucursal do Luxemburgo da CGD tem duas agências, 23 trabalhadores (com quem a CGD está a negociar a saída) e cerca de 6.500 clientes, sendo que metade são também clientes da CGD em Portugal. Esta operação tem dado sempre prejuízos nos últimos anos.

A notícia do encerramento dos balcões da Caixa Geral de Depósitos no Luxemburgo, divulgada na quinta-feira num comunicado conjunto do sindicato bancário do Luxemburgo (Aleba) e das centrais sindicais OGB-L e LCGB, apanhou muitos portugueses de surpresa.

A Lusa falou hoje com vários clientes que estavam a transferir os seus depósitos para outras contas, preocupados com a situação.
No Luxemburgo vivem cerca de 96 mil portugueses.