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Facebook perde um quinto do valor em bolsa

Spencer Platt/Getty

Bolsa nova-iorquina sofreu o impacto da acentuada desvalorização da Facebook. A cotação das ações caiu 19%, naquela que foi a maior queda numa única sessão desde que a empresa entrou para a bolsa, em 2012

A bolsa nova-iorquina encerrou nesta quinta-feira sem rumo definido, com a Facebook em grande destaque pela negativa, ao perder quase um quinto da cotação (19%), depois da publicação dos seus resultados trimestrais, o que fragilizou o setor tecnológico.

Os resultados definitivos da sessão indicam que o Dow Jones Industrial Average se valorizou 0,44%, para os 25.527,07 pontos. Ao contrário, o tecnológico Nasdaq perdeu 1,01%, para as 7.852,18 unidades, e o alargado S&P500 recuou 0,30%, para as 2.837,44.

A bolsa nova-iorquina sofreu o impacto da acentuada desvalorização da Facebook, que perdeu 19%, naquela que foi a sua maior queda em uma única sessão desde que foi introduzida na bolsa, em 2012. Este recuo significa que a capitalização bolsista desta empresa das redes sociais perdeu, só nesta quinta-feira, 119 mil milhões de dólares (102 mil milhões de euros).

Envolvida em polémicas nos últimos meses, o grupo de Mark Zuckerberg dececionou no segundo trimestre, tanto em número de utilizadores, como de faturação. "É a lei dos grandes números. Há um momento em que os grupos atingem uma tal dimensão que não podem continuar a crescer ao mesmo ritmo. A Facebook, como a Netflix na semana passada, acaba de o demonstrar", afirmou Adam Sarhan, da 50 Park Investment.

Está a instalar-se uma inquietação entre os investidores quanto ao número de utilizadores de alguns serviços tecnológicos, considerou Nate Thooft, da Manulife AM, citando igualmente o caso da Netflix que caiu em bolsa na semana passada, depois de ter desiludido com o número de assinantes.

Ao contrário, o apaziguamento do cenário de guerra comercial entre a União Europeia e os Estados Unidos, depois de um acordo de princípio, entre o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, e o norte-americano, Donald Trump, suscitou o otimismo entre os investidores.

Em todo o caso, "é preciso mais do que um comunicado positivo para considerar que a guerra (comercial) acabou", afirmou Thooft, estimando que os efeitos dos dossiers comerciais vão pesar nos mercados, "pelo menos, nos próximos seis meses".