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Decisão de venda da Comporta foi adiada

Herdade da Comporta tem vários interessados

Maurício Abreu

Participantes do fundo imobiliário da Herdade da Comporta decidiram dar aos concorrentes um novo prazo até 20 de setembro para apresentação de propostas vinculativas de compra

Miguel Prado

Miguel Prado

Jornalista

Os participantes do fundo imobiliário da Herdade da Comporta aprovaram esta sexta-feira o adiamento da decisão de venda dos ativos do fundo, um processo envolto em polémica sobre os valores reais das três propostas recebidas pela entidade gestora do fundo, a Gesfimo.

Na assembleia do fundo realizada esta manhã no hotel Sana, em Lisboa, a Rio Forte (braço não financeiro do Grupo Espírito Santo), dona de 59% do fundo, e o Novo Banco, que controla outros 15%, concertaram posições para não decidir já a quem vender.

O objetivo agora é dar aos três concorrentes um novo prazo ate 20 de setembro para a formulação das suas ofertas que terão de ser todas vinculativas e cobertas por cartas de conforto dos bancos.

Na corrida à Comporta está um consórcio que junta os empresários britânicos Mark Holyoake e Anton Bilton e o grupo português Portugália, uma parceria entre Paula Amorim e o milionário francês Claude Berda e ainda um agrupamento liderado pelo empresário francês Louis-Albert de Broglie.

As contrapartidas financeiras oferecidas ao fundo da Comporta oscilam entre os 20 e os 36,5 milhões de euros, a que acrescem outros elementos nas ofertas e a assunção da dívida à Caixa Geral de Depósitos, que ronda os 120 milhões de euros.