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Lucros da Repsol crescem 46% no primeiro semestre

D.R

É o melhor primeiro semestre de uma década para a petrolífera que, ainda assim, podia ter tido melhores resultados, não fosse uma paragem programada para manutenção do complexo industrial de Sines

A petrolífera Repsol alcançou lucros líquidos de 1,55 mil milhões de euros na primeira metade do ano, o que traduz um crescimento de 46,4% face ao mesmo período de 2017. Na informação enviada esta quinta-feira à Comissão Nacional de Mercado de Valores de Madrid, a empresa reporta um aumento de 6,7% a produção de hidrocarbonetos nos primeiros seis meses do ano, passando para o equivalente a 722 mil barris diários (eram 677 mil no ano passado).

De acordo com a Repsol, este resultado é "o melhor registo alcançado no primeiro semestre nos últimos dez anos".

Mesmo assim, o desempenho semestral podia ter sido melhor, não fosse uma quebra do negócio da refinaria registada no segundo trimestre de 2018. E que reporta a Portugal. Nesse período, o complexo petroquímico que a Repsol detém em Sines teve uma paragem na sua atividade, o que impactou as contas.

Nesse período, a petrolífera registou um decréscimo dos resultados no negócio de Downstream (refinaria, química, marketing, lubrificantes, trading, GPL, gás e energia), que caíram dos 429 milhões para os 337 milhões, entre o segundo trimestre de 2017 e o deste ano. E a explicação está precisamente na atividade que petrolífera tem em Portugal, uma vez que neste período ocorreu uma paragem programada para a manutenção do complexo petroquímico que a Repsol detém em Sines.

Além de Sines, as centrais em Tarragona e Puertollano, Espanha, também pararam. "Estas paragens permitiram à companhia implementar melhorias de inovação, eficiência e produtividade", garante a empresa.

Especificamente, no segundo trimestre do ano (entre abril e junho), a companhia espanhola reportou um crescimento de 23% nos lucros, numa altura em que anunciou a compra, por 750 milhões de euros, da Viesgo, companhia especializada na geração de eletricidade de baixas emissões. Neste período, os resultados líquidos chegaram aos 549 milhões de euros, acima dos 445 milhões registados nos mesmos meses do ano anterior. Apesar disso, os números deste segundo trimestre ficaram abaixo do que era esperado pelos analistas. De acordo com o Financial Times, os analistas da Bloomberg esperavam lucros líquidos na ordem dos 579 milhões.

Neste segundo trimestre, os resultados da área de Upstream (exploração e produção) cresceram 91%, impulscionados pelo maior volume de produção De acordo com a petrolífera, este desempenho espelha "a maior produção e as medidas de eficiência implementadas nos anos mais recentes, assim como o aumento dos preços internacionais".

A dívida registou uma queda substancial, passando de 4,13 mil milhões para 2,71 mil milhões de euros, traduzindo o impacto da venda, por parte da Repsol, de uma fatia de 20% na Gas Natural, ao fundo americano de capital de risco CVC. O negócio rendeu 3,8 mil milhões de euros.