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Jerónimo Martins com queda acentuada na Bolsa

nuno botelho

Ações já estiveram a perder 9,78%, na sequência da divulgação dos resultados ontem após o fecho do mercado. Às 12h44 registavam perdas de 6,7%

Pedro Lima

Pedro Lima

Editor-adjunto

As ações da Jerónimo Martins desceram fortemente esta manhã, tendo sido negociadas a 11,99 euros, o valor mais baixo do dia e que representa uma desvalorização de 9,78% face ao fecho de quarta-feira. Às 12h44 estavam nos 12,4 euros, menos 6,7% e com mais de 3,5 milhões de títulos a trocar de mãos

A derrocada surge na sequência da divulgação dos resultados do primeiro semestre, ontem após o fecho do mercado, e apesar do crescimento dos lucros de 3,9% e do aumento de vendas nas cadeias de distribuição detidas em Portugal, na Polónia e na Colômbia.

Nas últimas semanas as ações da empresa estiveram sob forte pressão, antecipando resultados abaixo do esperado. Nos últimos dias acabaram, no entanto, por recuperar algum valor.

Uma das casas de investimento que avançou com previsões sobre os lucros, o BPI, estimava um crescimento de 5%, acima do que se verificou na realidade. Mas são também os receios do abrandamento do consumo a nível global que têm estado a ser apontados como responsáveis pela “desconfiança” dos investidores. A nível de vendas o BPI refere que ficaram em linha com as expectativas, com a operação em Portugal a compensar o desempenho abaixo do esperado na Polónia.

A Jerónimo Martins tem as cadeias Pingo Doce em Portugal, Biedronka na Polónia e Ara na Colômbia e aumentou em 3,9% os seus lucros (para 180 milhões de euros) e em 8,7% as suas vendas (para 8426 milhões), resultados que o presidente do grupo, Pedro Soares dos Santos, considerou "sólidos".

Em destaque no semestre voltou a estar a operação na Polónia, que vale 68% do negócio do grupo, onde, apesar do impacto da proibição de abertura de lojas ao domingo, as vendas cresceram, em moeda local (zloti), 7,5%. "A Biedronka adicionou, no primeiro semestre, 2 pontos percentuais à sua quota de mercado", afirma Pedro Soares dos Santos no comunicado de divulgação de resultados. A rede polaca de lojas especializadas em saúde e beleza Hebe teve, por seu lado, um crescimento de 24,6% nas vendas.

Em Portugal as vendas do Pingo Doce aumentaram 4,6% e as do Recheio 3,5%. E na Colômbia o aumento do negócio, em moeda local, foi de 66,8%.

O EBITDA (resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) do grupo de distribuição cresceu 7,4% para 446 milhões de euros.

Já a dívida líquida do grupo ficou nos 367 milhões de euros, “em consequência do pagamento de dividendos em maio no valor de 385 milhões de euros e da sazonalidade do capital circulante”. O gearing (rácio entre o endividamento e os capitais próprios) foi de 20,8%.