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Ações da Jerónimo Martins fecham a cair 6,81%

Forte queda da cotação acontece na sequência da divulgação de resultados do primeiro semestre. Foram negociadas 6,2 milhões de ações

Pedro Lima

Pedro Lima

Editor-adjunto

As ações da Jerónimo Martins fecharam a sessão desta quinta-feira com uma queda de 6,81%, para 12,38 euros e com um número muito elevado de ações negociadas: 6,2 milhões.

Foi a sessão imediatamente a seguir à divulgação de resultados, apontados como responsáveis pela derrocada da cotação. As ações chegaram a estar a cair 9,78% durante a manhã, quando foram transacionadas a 11,99 euros.

A queda da cotação atira a capitalização bolsista do grupo de distribuição para 7,793 mil milhões de euros e surge na sequência da divulgação dos resultados do primeiro semestre, ontem após o fecho do mercado. Acontece apesar do crescimento dos lucros de 3,9% e do aumento de vendas nas cadeias de distribuição detidas em Portugal, na Polónia e na Colômbia.

Nas últimas semanas as ações da empresa estiveram sob forte pressão, antecipando resultados abaixo do esperado. Nos últimos dias acabaram, no entanto, por recuperar algum valor.

Uma das casas de investimento que avançou com previsões sobre os lucros, o BPI, estimava um crescimento de 5%, acima do que se verificou na realidade. Mas são também os receios do abrandamento do consumo a nível global que têm estado a ser apontados como responsáveis pela “desconfiança” dos investidores. A nível de vendas o BPI refere que ficaram em linha com as expectativas, com a operação em Portugal a compensar o desempenho abaixo do esperado na Polónia.

A Jerónimo Martins tem as cadeias Pingo Doce em Portugal, Biedronka na Polónia e Ara na Colômbia e aumentou em 3,9% os seus lucros (para 180 milhões de euros) e em 8,7% as suas vendas (para 8426 milhões), resultados que o presidente do grupo, Pedro Soares dos Santos, considerou "sólidos".

Em destaque no semestre voltou a estar a operação na Polónia, que vale 68% do negócio do grupo, onde, apesar do impacto da proibição de abertura de lojas ao domingo, as vendas cresceram, em moeda local (zloti), 7,5%. "A Biedronka adicionou, no primeiro semestre, 2 pontos percentuais à sua quota de mercado", afirma Pedro Soares dos Santos no comunicado de divulgação de resultados.

Em Portugal as vendas do Pingo Doce aumentaram 4,6% e as do Recheio 3,5%. E na Colômbia o aumento do negócio, em moeda local, foi de 66,8%.