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Ryanair. Greve levou ao cancelamento de 30 voos em Portugal, 60% dos planeados

Horacio Villalobos/Corbis via Getty Images

O primeiro dia de greve dos tripulantes de cabine da Ryanair levou ao cancelamento de 30 dos 51 voos previstos para esta quarta-feira. Sindicato elogia a “coragem” dos trabalhadores que fizeram greve, não obstante a ameaça de despedimento. Mais greves podem vir a caminho

O balanço do primeiro dia de greve dos tripulantes de cabine da Ryanair é bastante positivo, sublinha Bruno Fialho, membro Sindicato do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC). “Congratulamo-nos pela coragem com que o trabalhadores enfretaram esta greve feita de baixo de ameaças da Ryanair”, salientou Bruno Fialho.

Houve uma adesão de cerca 70% dos trabalhadores em Portugal à greve, diz o sindicato. A Ryanair emprega nos país cerca de 350 pessoas. A percentagem de trabalhadores a fazer greve na base em Portugal foi inferior à dos três outros países afetados pela paralisação. Em Espanha, avança o SNPVAC, a adesão foi de 100%, em Itália de 90% e na Bélgica de 80%. Em Portugal foram cancelados 30 dos 51 voos planeados para esta quarta-feira, segundo as contas do SNPVAC.
Os sindicatos estão disponíveis para se sentar à mesa das negociações com a administração da Ryanair, mas até agora não tiveramqualquer sinal nesse sentido da companhia com sede na Irlanda. Internamente os sindicatos já falaram sobre a possiblidade de avançarem com mais dias de greve, mas não querem apontar uma data, por uma questão de cortesia para com a Ryanair, sublinha o sindicalista.
Bruno Fialho acredita que a ameaça de um corte de 20% na operação da Ryanair na Irlanda não irá concretizar-se, defendendo que é uma forma de pressão e uma boa desculpa para a falta de pilotos que a Ryanair tem no país. As consequências deste anúncio, diz, já estão à vista: uma greve dos pilotos irlandeses no dia 3 de agosto. Bruno Fialho não acredita por isso também que a Ryanair venha a anunciar cortes da operação em Portugal.
Com a greve desta quarta e quinta-feira, os trabalhadores querem exigir que a transportadora irlandesa aplique a legislação nacional, nomeadamente em termos de gozo da licença de parentalidade, garantia de ordenado mínimo e que retire processos disciplinares por motivo de baixas médicas ou vendas a bordo dos aviões abaixo das metas definidas pela empresa.