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Lucro da Impresa sobe quase 30 vezes para €2,5 milhões

Crescimento dos resultados ficou a dever-se ao aumento das receitas publicitárias e ao corte de custos, incluindo na grelha na SIC

Luís Barra

As contas da Impresa, dona do Expresso e da SIC melhoram, com o lucro a ascender a 2,5 milhões de euros no final de Junho de 2018, contra 85 mil euros no período homólogo de 2017. Francisco Pedro Balsemão, presidente do grupo, sublinha que o crescimento se deveu ao aumento das receitas publicitárias e ao corte de custos, incluindo na grelha da SIC.

A Impresa apresenta este semestre pela primeira vez as contas já sem as revistas (Visão, Jornal de Letras, Caras, Exame, entre outras) no seu portfólio, mas as contas são comparáveis porque foi expurgada uma estimativa de rendimentos e gastos que seriam imputáveis ao referido portfólio.

Francisco Pedro Balsemão, presidente executivo da Impresa, mostra-se satisfeito com os resultados. “O primeiro semestre demonstrou que estamos no bom caminho com o cumprimento do nosso plano estratégico. Estamos a recentrar o nosso negócio, focando-o no audiovisual e no digital, potenciando as nossas marcas fortíssimas e antecipando os hábitos de consumo dos portugueses”, sublinha.

No primeiro semestre de 2018 o lucro saltou para 2,5 milhões de euros, uma melhoria substancial face aos 85 mil euros de Junho de 2017 e o EBITDA (meios libertos) atingiu os 10,2 milhões de euros, um ganho de 69,2% face às contas pró-forma no período homólogo.

Já as receitas totais do grupo Impresa aumentaram 0,2% para 86,8 milhões de euros, fruto de um crescimento de 2,3% para 55,4 milhões de euros das receitas publicitárias, destaca o grupo.

A contribuir para a melhoria das contas esteve também o recuo de 4,9% dos custos operacionais, face às contas pró-forma. A Impresa atribui esta descida “à racionalização dos custos de programação” e entre outros “à redução dos encargos com pessoal”.

A dívida do grupo recuou 3,4 milhões de euros, mas ainda se mantém nos 185,7 milhões de euros. “A nossa dívida líquida continua a ser reduzida de forma faseada. O segundo semestre marcará o início de uma fase muito importante para a Impresa, com a concentração da SIC e do Expresso no mesmo edifício em Paço de Arcos, o que terá certamente um impacto positivo na nossa operação. Continuaremos a melhorar os resultados operacionais, através de uma maior eficiência operacional e do crescimento das receitas.”, sublinha Francisco Pedro Balsemão.

As receitas consolidadas da televisão (valores pro-forma) recuaram 2% para 86,8 milhões de euros, com a publicidade a cifrar-se nos 48,6 milhões de euros (+0,9%) e a subscrição dos canais (oito) a contribuir com 19,5 milhões de euros (-1,6 milhões de euros).

Já as receitas da área da imprensa (Publishing) cresceram 13% para 12,7 milhões de euros. Os ganhos com a publicidade na imprensa, que é essencialmente o Expresso, subiram 15,7% para 6,8 milhões. Houve no entanto um recuo de 1,2% nas receitas da circulação, que se fixaram nos 4,6 milhões de euros.

A Impresa sublinha que a SIC terminou o primeiro semestre com uma média de share de 17,2%, mantendo a liderança nos targets comerciais mais elevados. E que o Expresso continua a ser o jornal mais vendido de Portugal, com uma média de mais de 86 mil exemplares de circulação paga de janeiro a abril. A liderança, diz o grupo, mantém-se na circulação geral paga, onde é vendido, em média, mais de 24 mil exemplares por edição do Expresso online.

O total das receitas digitais, provindas da publicidade e circulação, representam 22,5% do volume de negócios da área de Publishing, ou seja, mais de 75% das receitas ainda resultam da venda em papel.