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Lucro consolidado do BPI cresceu para €366,1 milhões. Portugal contribuiu com 61%

ESTELA SILVA / LUSA

O BPI viu o resultado líquido consolidado subir de um prejuízo de 101,7 milhões de euros para 366,1 milhões de euros no primeiro semestre de 2018. A operação em Portugal teve uma contribuição de 61% para o lucro e beneficiou da venda da Viacer e da BPI Gestão de Ativos e BPI GIF

No primeiro semestre completo de gestão do Caixabank e do espanhol Pablo Forero, o BPI apresentou um lucro consolidado de 366,1 milhões de euros, contra um prejuízo de 101,7 milhões de euros no período homólogo.

Em Portugal, se tivermos em conta a venda da participação da Viacer, que rendeu 59,6 milhões de euros e a alienação da BPI Gestão de Ativos e a BPI Global Investment Fund (GIF) que permitiu um ganho de 61,8 milhões, o BPI registou um lucro líquido de 222,5 milhões de euros. Porém se o que estivermos a analisar for o resultado líquido recorrente, este indicador cai para 104,2 milhões de euros, o que ainda assim representa um ganho de 32% face ao primeiro semestre de 2017.

A venda das participações na Viacer, na BPI Gestão de Ativos e na BPI GIF gerou um ganho de 121,3 milhões de euros.

A contribuição da participação no angolano BFA e no moçambicano BCI foi de 143,4 milhões de euros no primeiro semestre, contra um impacto negativo de 112,4 milhões no primeiro semestre de 2017. A melhoria é substancial face a 2017 no caso do BFA, que no primeiro semestre de 2017 tinha tido uma perda de 115,6 milhões de euros a que se juntou o impacto da venda de 2% do BFA e consequente desconsolidação, que levou as perdas aos 211,6 milhões de euros.

O BPI sublinha que a sua carteira de crédito a empresas portuguesas subiu 8,3%, o equivalente a 593 milhões de euros, face ao primeiro semestre de 2017. Mas o crédito da sucursal de Madrid aumentou 13,2%, no montante de 179 milhões de euros. E os depósitos de clientes subiram 7,5% (o equivalente a 1445 milhões de euros) para 20.813 milhões de euros. A carteira de crédito total líquida aumentou 3,9% para 22.506 milhões de euros. No crédito hipotecário o crescimento foi mais modesto: 1,1% para 11.204 milhões de euros.

Defendendo que tem “ativos de boa qualidade”, o BPI sublinha que o rácio de exposição aos ativos não performativos (crédito mal parado) baixou 1,3 pontos percentuais para 3,8%, e a cobertura por imparidades e colaterais está nos 125%.

O rácio de capital (Tier 1) está nos 12,8%, ligeiramente acima dos 12,3% de 30 de Junho de 2018. E a margem financeira melhorou 7,6% para 207,2 milhões de euros. Já as comissões subiram 9,4% para 134,6 milhões de euros.

Os custos de estrutura sob a administração de Pablo Forero caíram 3,7% para 214,1 milhões de euros.