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Bancos estão a baixar os spreads nos empréstimos, diz o Banco de Portugal

No "Inquérito aos Bancos sobre o Mercado de Crédito", divulgado pelo Banco de Portugal esta terça-feira, as instituições financeiras indicam que, no segundo trimestre, baixaram os spreds aplicados aos empréstimos de risco médio. Mas, antecipam critérios mais restritivos no terceiro trimestre para os particulares

Com o crédito às famílias em alta - nos primeiros cinco meses do ano, os novos emprésitmos para comprar casa atingiram o valor mais elevado desde 2010 - os bancos têm vindo a reduzir os spreads aplicados nos empréstimos. Uma evolução que tem vindo a beneficiar os créditos de risco médio, conclui o "Inquérito aos Bancos sobre o Mercado de Crédito", divulgado pelo Banco de Portugal esta terça-feira.

E a explicação está na pressão da concorrência, a par de uma avaliação mais favorável dos riscos. Afinal, a economia está a crescer acima dos 2% e o desemprego tem vindo a cair sucessivamente.

"As alterações assinaladas na oferta de crédito, designadamente a diminuição dos spreads aplicados nos empréstimos de risco médio, foram sobretudo justificadas por pressões da concorrência e por uma avaliação mais favorável dos riscos", lê-se no documento, na análise à evolução do mercado de crédito no segundo trimestre do ano.

O Banco de Portugal indica que os cinco bancos participantes no inquérito assinalaram critérios de concessão de crédito praticamente inalterados face aos primeiros três meses do ano, tanto para as empresas como para as famílias. Mas, avança que algumas instituições assinalaram uma "ligeira diminuição" dos spreads aplicados nos empréstimos.

Redução que, no caso dos particulares, abrangeu tanto o crédito à habitação, como o crédito ao consumo.

Os bancos justificaram esta evolução com "pressões exercidas pela concorrência" e "maior tolerância de riscos".

Contudo, os bancos prometem apertar os critérios para dar crédito às famílias nos próximos meses. Para o terceiro trimestre de 2018, "as instituições participantes, de um modo geral, não antecipam alterações nos critérios de concessão de crédito a empresas. No segmento dos particulares, pelo contrário, a maioria das instituições antevê critérios de concessão mais restritivos em ambos os segmentos de crédito", aponta o documento do Banco de Portugal.

Recorde-se que o supervisor emitiu recomendações à banca, apertando as regras para a concessão de crédito a particulares. Uma medida macroprudencial para contratos celebrados desde 1 de julho. O resultado parece estar já à vista atendendo à previsão dos bancos para os próximos meses, segundo o inquérito aos bancos agora divulgado.