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Residentes ajudam hotelaria em maio

A hotelaria registou 2 milhões de hóspedes e 5,4 milhões de dormidas em maio, correspondendo a subidas de 3,5% e 1,1%, contra descidas de 5,2% e 8,3% em abril, respetivamente

A hotelaria registou 2 milhões de hóspedes e 5,4 milhões de dormidas em maio, correspondendo a subidas de 3,5% e 1,1%, contra descidas de 5,2% e 8,3% em abril, respetivamente, divulgou esta segunda-feira o INE.
As dormidas de residentes cresceram 5,4% enquanto as dos não residentes apresentaram uma ligeira diminuição de 0,2% (-10,6% e -7,5% em abril, respetivamente, mês que tinha sido afetado pelo efeito de calendário da Páscoa), de acordo com os dados sobre a atividade turística produzidos pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
A estada média (2,67 noites) reduziu-se 2,4% (-1,5% no caso dos residentes e -2,0% nos não residentes) e a taxa líquida de ocupação-cama (54,7%) recuou 0,4 pontos percentuais.
Os proveitos totais aumentaram 9,1%, depois dos 2,5% registados em abril, atingindo 344,7 milhões de euros, enquanto os proveitos de aposento aumentaram 10,4% (2,6% em abril), ascendendo a 252,2 milhões de euros.
Em termos acumulados, de janeiro a maio de 2018, os hóspedes aumentaram 3,2% e as dormidas 1,5%, com as dormidas dos residentes a crescerem 3,4%, acima do crescimento apresentado pelos não residentes (0,8%).
As dormidas em hotéis (70,7% do total) apresentaram um acréscimo de 3,1%.
Nas restantes tipologias apenas os aldeamentos turísticos apresentaram crescimento no número de dormidas (7,4%).
Em termos regionais, em maio, as diferentes regiões apresentaram resultados díspares em termos de evolução das dormidas, sinaliza o INE.
O Alentejo destacou-se com um crescimento de 17%, sendo também de referir o crescimento no Norte, de 6,7%.
Os maiores decréscimos nas dormidas, por sua vez, verificaram-se no Centro (3,7%) e Madeira (2,6%).
As regiões do Algarve e da Área Metropolitana de Lisboa captaram 34,2% e 24,9% das dormidas totais, respetivamente.
Nos primeiros cinco meses do ano, destacaram-se os crescimentos de 8,1% no Alentejo (região com um peso de 2,9% nas dormidas totais acumuladas) e de 6,9% no Norte (quota de 14,1% no mesmo período).
Atendendo às dormidas de residentes, em maio registaram-se aumentos em todas as regiões com exceção da Madeira (onde caiu 7,6%), destacando-se os crescimentos no Alentejo (12,2%), Algarve (11,2%) e Centro (10,4%).
Considerando o período desde o início do ano, realça-se o aumento nos Açores (7,8%, com uma quota de 5,9% no total de dormidas de residentes de janeiro a maio).
Em termos de dormidas de não residentes, em maio destacou-se o crescimento expressivo no Alentejo (22,9%) e, por oposição, o decréscimo no Centro (13,8%).
Entre janeiro e maio, o realce vai igualmente para o crescimento no Alentejo (17,3%, com peso de 1,6% nas dormidas de não residentes nestes cinco meses) e no Norte (10,0%, com quota de 11%).