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Maria de Belém é alternativa de Tomás Correia para a Associação Mutualista Montepio

Se Tomás Correia não puder apresentar uma candidatura à presidência da Associação Mutualista Montepio já há um plano B. Será a ex-ministra da Saúde, Maria de Belém, a entrar na corrida ao lugar

A ex-ministra da Saúde, Maria de Belém, poderá a ser a alternativa à candidatura de Tomás Correira à liderança da Associação Mutualista Montepio Geral (AMMG) caso este não se possa candidatar, avançou o Eco, citando fontes da Asssociação. As eleições estão agendadas para dezembro e já há um candidato, Ribeiro Mendes, administrador (dissidente) da AMMG.

Maria de Belém, questionada pelo Eco se teria sido convidada, não confirma nem desmente. "Sou associada do Montepio há muitos anos e já fui convidada várias vezes. Não tenho de prestar declarações sobre isso. Estou é focada no trabalho sobre a Lei de Bases da Saúde".

A impedir a candidatura de Tomás Correia, arguido em processos do Ministério Público e do Banco de Portugal, poderão estar as novas regras do Código das Associações Mutualistas. O novo regime de supervisão financeira aplicado às grandes mutualistas obriga a que o candidatos aos órgãos sociais sejam aprovados pelo regulador dos seguros, a Autoridade de Supervisão de Seguros e Pensões e Fundo de Pensões (ASF).

A idoneidade é um dos critérios relevantes, e a ASF deve ter em consideração “a acusação, a pronúncia ou a condenação, em Portugal ou no estrangeiro, por crimes contra o património, crimes de falsificação e falsidade, crimes fiscais, crimes especificamente relacionados com o exercício de uma atividade financeira e com utilização de meios de pagamento e, entre outros, crimes previstos no Código das Sociedades Comerciais”.

O Banco de Portugal acusou Tomás Correia de falta de incumprimento das regras prudenciais e de análise de crédito e constituição de provisão na Caixa Económica Montepio Geral (CEMG) — e uma decisão sobre esta ação poderá surgir bem antes das eleições de dezembro, havendo margem para recurso — e tem outro inquérito aberto por eventual falsificação de documentos. Já o Ministério Público investiga Tomás Correia por suspeita de poder ter recebido comissões indevidas de um cliente quando era presidente da CEMG. O banqueiro é suspeito de ter recebido 1,5 milhões de euros do construtor civil da Amadora, José Guilherme, num processo que envolve burla qualificada e branqueamento de capital.

O nome de Maria de Belém foi referido por Tomás Correia num encontro em abril, onde juntou diretores regionais do banco para lançar a sua candidatura, como noticiou então o Público.