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Bloco volta a insistir na descida para 6% do IVA da eletricidade

Marcos Borga

“É uma correção daquelas normas absurdas e penalizadoras do tempo da troika que ainda falta corrigir”

A coordenadora do Bloco de Esquerda (BE), Catarina Martins, defendeu esta segunda-feira a redução da taxa de IVA na eletricidade no próximo Orçamento de Estado (OE).

Numa ação de contacto com populares realizada esta segunda-feira de manhã na feira de Espinho, a coordenadora do BE disse que é preciso baixar aquele imposto, porque “é muito difícil explicar como é que o IVA de um bem essencial como a eletricidade está na taxa máxima”.

“Ninguém compreende que a eletricidade continue a pagar a taxa máxima de IVA quando é um bem essencial e, portanto, essa é uma correção daquelas normas absurdas e penalizadoras do tempo da troika que ainda falta corrigir”, vincou Catarina Martins, adiantando que esta medida deve estar incluída no próximo OE.

Além da redução do IVA, a coordenadora do BE defendeu que também é preciso acabar com as rendas excessivas do setor elétrico, para baixar a fatura da luz para todas as famílias.

A subida da taxa de IVA de 6% para 23% entrou em vigor a 1 de outubro de 2011. A medida constava do programa da troika para o resgate português.

Outra das áreas que a coordenadora do Bloco considerou ser preciso acorrer, porque tem estado à espera há muito tempo, e que o próximo OE deve dar resposta é acabar com o fator de sustentabilidade.

“Foi feita uma promessa de recuperar estas pensões, de respeitar estas longas carreiras contributivas que ainda não aconteceu e nós temos muita esperança e exigência que no próximo OE se deem passos para respeitar quem trabalhou toda uma vida”, disse.