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António Preto garante que condições de compra de terreno ao GES foram fixadas 11 meses antes da venda

António Preto

João Carlos Santos

O advogado e ex-deputado do PSD fez no mesmo dia, a 2 de setembro de 2016, as escrituras de compra de um lote ao Invesfundo e de venda do mesmo lote à empresa Dekra, com um ganho de meio milhão de euros, mas assegura que o preço de aquisição ficou fechado quase um ano antes

Miguel Prado

Miguel Prado

Jornalista

O advogado António Preto, que a 2 de setembro de 2016 firmou uma escritura de compra de um terreno do Invesfundo II (veículo controlado pelo Grupo Espírito Santo e gerido pela Gesfimo), e outra de venda do mesmo lote à empresa Dekra, com um ganho de 500 mil euros, assegura que os termos da aquisição do imóvel foram feitos 11 meses antes da escritura.

Num esclarecimento sobre o negócio noticiado no último sábado pelo Expresso o antigo deputado do PSD garante que o valor de aquisição ao Invesfundo II, de 1,5 milhões de euros, ficou fechado em outubro de 2015. Esta transação levantou dúvidas à Pharol (antiga PT SGPS), que a comunicou à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) e ao Banco de Portugal (BdP), questionando nomeadamente por que razão a Gesfimo aceitou vender o terreno por menos meio milhão de euros do que valia.

“O terreno que adquiri à Invesfundo II foi objeto de dois contratos: um contrato inicial celebrado em 14 outubro de 2015, pelo qual foram estabelecidas as condições de aquisição, nomeadamente o preço (nessa data foi paga a primeira parte do preço através de transferência bancária feita para a conta da Invesfundo II); o contrato definitivo celebrado por escritura pública em 2 de setembro de 2016, no qual foi pago o preço em falta”, aponta António Preto no seu esclarecimento.

“Os documentos e os registos evidenciam que entre a data em que estabeleci as condições de venda e iniciei o pagamento do preço à Invesfundo II, e a data em que vendi o terreno decorreram onze meses”, sublinha. O terreno foi vendido à Dekra a 2 de setembro de 2016 por 2 milhões de euros.

António Preto salienta ainda no seu esclarecimento que o negócio feito com o Invesfundo foi benéfico para o veículo gerido pela Gesfimo. “Com a venda não só obteve um encaixe financeiro, como isso podia ser a oportunidade para alavancar um empreendimento que por deficiências de projeto e de modelo de negocio está encalhado há 14 anos”, refere o advogado.

“Tudo foi feito com rigor. Para que não haja dúvidas enviarei ao Banco de Portugal e à CMVM os extractos bancários com indicação que autorizo aquelas entidades a verificarem todos os meus movimentos bancários”, conclui António Preto.