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22 mil portugueses trabalham sem salário

A agricultura é, segundo os especialistas, um dos sectores que concentram maior número de trabalhadores familiares não remunerados

D.R.

O trabalho em negócios familiares empurra muitos para a precariedade

Catia Mateus

Catia Mateus

Jornalista

Pedro e Rita são os rostos de uma estatística, a dos “trabalhadores familiares não remunerados”. Todos escolheram não divulgar a sua verdadeira identidade, mas personificam o que o Instituto Nacional de Estatística (INE) define como “indivíduos que exercem uma atividade independente numa empresa orientada para o mercado e explorada por um familiar, não sendo contudo seus associados nem estando vinculados por um contrato de trabalho”. Em 2017, eram 22 mil em Portugal. No primeiro trimestre deste ano, a contabilização do INE já soma 21,5 mil portugueses que trabalham em negócios familiares, sem remuneração ou pelo menos sem que os empregadores a declararem. Quem são estes trabalhadores, que qualificações têm e quantas horas trabalham permanece um mistério para os economistas, sindicatos e até para a Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT).

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