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10 anos depois, a zona euro ainda se assusta

A Europa virou para a austeridade na cimeira de Bruxelas de maio de 2010, apadrinhada por Van Rompuy, presidente do Conselho Europeu, e Durão Barroso, então presidente da Comissão Europeia

Getty Images

Para o mundo, a crise financeira internacional teve o seu auge no final do verão de 2008. Mais concretamente, no dia 15 de setembro, quando estourou o Lehman Brothers. Mas, para a zona euro, o pior chegou mais de um ano depois e, tal como a filosofia clássica, nasceu na Grécia

No dia 14 de setembro de 2009, o “Financial Times” publicava uma notícia sobre as novas previsões da Comissão Europeia, que estava preocupada com a derrapagem nos défices que, no conjunto da zona euro, poderiam ficar nesse ano acima de 6% do PIB. Era o ano da Grande Recessão, os governos tinham colocado todo o seu armamento no combate à crise e as contas estavam a ressentir-se. No texto da edição online do diário britânico, o economista do Barclays, Laurence Boone, avisava: a continuar assim, a dívida grega chegaria a 149% do PIB em 2015. O cenário supostamente catastrofista acabou por se revelar excessivamente otimista. A Grécia chegou a 146% logo no ano seguinte, já em plena crise da dívida soberana, e saltou a barreira dos 170% em 2011. Foi uma espécie de Lehman Brothers europeu, um rastilho que arrastou consigo vários países.

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