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West Sea tem 6 navios em construção e emprega mais de mil trabalhadores em Viana

Carlos Martins realçou que desde 2014, ano em que o grupo Martifer assumiu aqueles estaleiros navais, “foram investidos oito milhões de euros” e apontou dois novos investimentos

A West Sea, subsconcessionária dos extintos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) está construir seis navios e emprega, diariamente, mais de mil trabalhadores, anunciou nesta sexta-feira o presidente do grupo Martifer, que detém aquela empresa. Carlos Martins, que falava durante a cerimónia de batismo do Navio Patrulha Oceânico (NPO) Sines, presidida pelo primeiro-ministro, adiantou que "a West Sea conta atualmente com 345 trabalhadores, dos quais 155 dos extintos ENVC".

"Há a registar uma média diária de cerca de 700 trabalhadores indiretos de subempreiteiros adstritos à atividade de construção, manutenção e reparação naval, fazendo dos estaleiros de Viana do Castelo uma das mais importantes unidades do setor na Península Ibérica", adiantou.

O responsável referiu que estão em construção naqueles estaleiros "uma draga, a entregar este mês, o navio oceânico World Explorer, que estará concluído no final do ano, o NOP Setúbal, que também deverá estar pronto no final deste ano, e três navios-hotel para o Douro, com conclusão no primeiro trimestre de 2019". Revelou também que, em três anos, foram "reparados ou reconvertidos 158 navios".

Carlos Martins realçou que desde 2014, ano em que o grupo Martifer assumiu aqueles estaleiros navais, "foram investidos oito milhões de euros" e apontou dois novos investimentos. A dragagem, em parceria com a Administração do Porto do Douro e Leixões e Viana do Castelo (APDL) do canal de acesso que vai permitir que navios de maior calado possam ser construídos e operar nestes estaleiros. A intervenção, avançou, está orçada em 15 milhões de euros e será, "integralmente suportada pela West Sea".

Naquela sessão, e na presença dos ministros da Defesa Nacional, José Azeredo Lopes, e do Mar, Ana Paula Vitorino, do Chefe do Estado-Maior da Armada, Almirante António Mendes Calado, entre outros, anunciou ainda a construção de "uma nova doca de 200 metros de comprimento, num investimento de 11 milhões de euros".

O presidente do grupo Martifer sublinhou que os estaleiros de Viana do Castelo "são hoje uma referência mundial na indústria da construção naval" e referiu que o navio NPO Sines "será uma bandeira nacional no mundo". "Estes navios demonstram a capacidade da West Sea e da Edisoft em fazer face às necessidades da Marinha portuguesa, cumprindo os prazos estabelecidos no caderno de encargos, bem como os requisitos de custo, qualidade e dentro das expectativas e necessidades deste projeto", afirmou.

O navio, que recebeu como madrinha Fernanda Gonçalves Tadeu, mulher do primeiro-ministro, é o primeiro de dois navios em construção nos estaleiros de Viana do Castelo, num consórcio formado pela West Sea e Edisoft. "Demonstra a capacidade e o empenho que foi posto pela West Sea na construção destes dois navios patrulha e também a capacidade da engenharia e da indústria portuguesas na construção de embarcações de grande complexidade técnica e tecnológica", disse.

O NPO Sines integra o efetivo dos navios da Marinha desde 06 de julho e é o terceiro navio da classe Viana do Castelo, todos construídos em Portugal. O NRP Sines juntou-se ao NRP Viana do Castelo e NRP Figueira da Foz, atualmente no ativo. O navio é comandado pela capitão-tenente Mónica Martins, de 42 anos, a primeira mulher piloto de helicópteros a comandar um navio, e tem uma guarnição de 44 elementos. A entrega do NPO Setúbal, atualmente em construção naqueles estaleiros, está prevista para janeiro de 2019.