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Vista Alegre impedida de distribuir dividendos até 2026

A Vista Alegre está impossibilitada de distribuir dividendos até final de 2026 nos termos de contratos de empréstimo celebrados com a Caixa Geral de Depósitos e o BCP

A Vista Alegre está impossibilitada de distribuir dividendos até final de 2026 nos termos de contratos de empréstimo celebrados com a Caixa Geral de Depósitos (CGD) e o Banco Comercial Português (BCP), anunciou esta sexta-feira a empresa.
A informação consta do prospeto de admissão à negociação do mercado regulamentado Euronext Lisbon de 367.743.189 ações ordinárias, escriturais e nominativas com o valor nominal de 0,08 euros cada, representativas de 24,13% do capital social da VAA - Vista Alegre Atlantis SGPS, enviada à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).
No documento lê-se que a Vista Alegre "não tem definida uma política dividendos", adiantando que, "devido a prejuízos sistemáticos, aos investimentos que têm sido feitos no âmbito da reestruturação e à proibição instituída a este respeito pelos contratos de empréstimo existentes, não têm sido distribuídos, nos últimos anos, dividendos aos acionistas".
Em particular, adianta, "nos temos de contratos de empréstimo celebrados" com a CGD e BCP, a Vista Alegre "está impossibilitada de distribuir dividendos, reembolsar suprimentos ou de prestar outras formas de remuneração aos seus acionistas enquanto os mesmos vigorarem, ou seja, até ao final de 2026".
Após a compra do grupo Vista Alegre pela Visabeira, em 2009, "foi encetado um ambicioso processo de reestruturação e investimento de requalificação" da empresa, desde a área operacional, passando pela produtiva e comercial, entre outras.
A acionista maioritária da Vista Alegre é a Visabeira Indústria, que, por sua vez, é detida a 93% pelo grupo Visabeira, em cujo capital a acionista maioritária, a NCFGEST SGPS, tem 94,14%, sendo esta última entidade integralmente detida pelo sócio individual Fernando Campos Nunes, a quem deverão, por isso, ser imputadas as ações e os respetivos direitos de voto.
A Vista Alegre adianta que a admissão das ações ordinárias, que estão nas mãos da Visabeira, ocorre em 24 de julho.
De acordo com a empresa, a VAA apresenta ainda um nível de endividamento bancário significativo, associado aos elevados investimentos que pautaram os anos mais recentes.
Em 31 de dezembro passado, o endividamento de curto prazo ascendia a 24.208 milhares de euros e o de médio/longo prazo a 21.799 milhares de euros, sendo que "o aumento do capital no montante de 51.484.046,46 euros em dezembro de 2017 permitiu a diminuição destes níveis de endividamento, com reforço dos capitais próprios".
Em 31 de março, o endividamento de curo prazo era de 22.873 milhares de euros e do de médio/longo prazo de 22.908 milhares de euros.