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Carlos Pimenta rejeita existência de rendas excessivas na produção eólica

Produtores eólicos aderiram em 2013 a um regime que prolongou o período de remuneração garantida

José Caria

O antigo secretário de Estado do Ambiente Carlos Pimenta recusa que existam rendas excessivas na energia eólica uma vez que os concursos foram legais, transparentes e as tarifas "em linha" com as remunerações na União Europeia.

O antigo secretário de Estado do Ambiente Carlos Pimenta recusou esta sexta-feira que existam rendas excessivas na energia eólica uma vez que os concursos foram legais, transparentes e as tarifas "em linha" com as remunerações na União Europeia.
Carlos Pimenta está hoje de manhã a ser ouvido na comissão parlamentar de inquérito às rendas excessivas da energia, assumindo não estar de acordo com muito do que foi dito em audições anteriores a propósito produção eólica, como por exemplo o antigo ministro da Energia Mira Amaral que defendeu que "o desastre do sistema elétrico teve origem em 2007, quando o governo de José Sócrates decidiu instalar 8.000 megawatt de potência eólica remunerada".
O antigo secretário de Estado do Ambiente, atualmente ligado a várias empresas do setor das energias renováveis, questiona "como é que se pode dizer que há rendas excessivas" nos processos de atribuição de potência eólica quando "foi tudo feito de forma legal, transparente, com concurso" e "estando em linha com as remunerações pagas na União Europeia".
Carlos Pimenta sublinhou ainda que as tarifas são sempre decrescentes, coincidentes com a maior maturidade tecnológica, destacando que a opção pela eólica "foi boa".
O antigo secretário de Estado considerou ainda que, em termos de alternativa, o nuclear "não era opção para Portugal e seria uma desgraça", orgulhando-se de ter pertencido ao Governo que tomou a decisão política de rejeitar o nuclear.
Recusando ser "treinador de bancada" sobre CAE e CMEC, uma vez que não conhece estes contratos, Carlos Pimenta recorreu a um parecer da Comissão Europeia para concluir que "as eólicas passam bem na comparação com os CAE e com os CMEC".
Carlos Pimenta destacou ainda a "criação de vários milhares de empregos diretos" associados aos concursos eólicos e o forte impacto nas exportações nacionais que tem este setor.
Carlos Pimenta foi secretário de Estado do Ambiente em dois governos, primeiro, entre 1983 e 1984, no conhecido governo de bloco central, liderado por Mário Soares, e, depois, entre 1985 e 1987, no X Governo Constitucional chefiado por Cavaco Silva.
Carlos Pimenta lidera o fundo de capital de risco NovEnergia, dono de vários projetos de renováveis.

Carlos Pimenta é presidente da Generg, um dos maiores produtores de energias renováveis em Portugal e um dos defensores históricos das energias limpas, integrando entre outros organismos, a plataforma para o crescimento sustentável.