Siga-nos

Perfil

Economia

Economia

Wall Street fecha dia em alta, mas nervosismo e volatilidade estão para ficar

Crise. No dia em que o FMI anuncia perdas de 1,4 biliões de dólares devido à crise do subprime, uma comitiva portuguesa abria a bolsa de Nova Iorque

foto Lucas Jackson/REUTERS

A bolsa nova-iorquina fechou em alta esta sexta-feira o dia em alta. As ações da marca Nike e do setor da energia ajudaram a subida mas as tensões internacionais na área do comérico também se fizeram notar

Os resultados definitivos da sessão indicam que o seletivo Dow Jones Industrial Average progrediu 0,23%, para os 24.271,41 pontos.
Mais fracas foram as valorizações do tecnológico Nasdaq -- 0,09%, para as 7.510,30 unidades -- e do alargado S&P500, que apreciou 0,08%, para as 2.718,37.

"É o último dia do trimestre e, como é o caso frequentemente, o dinheiro foi despejado no mercado no início da sessão", com os investidores ávidos de ajustar as suas posições antes do fecho das suas contas trimestrais, observou JJ Kinahan, da TD Ameritrade.
Os índices perderam depois vigor com a aproximação do fim da sessão. Membro do Dow Jones, a ação Nike conseguiu conservar até ao fim a sua atração, acabando a ganhar 11,13%, graças à apresentação de resultados superiores às expectativas.

Mas em termos agregados foram os valores da energia que sustentaram as transações, com o subíndice que os agrupa no S&P500 a avançar 0,65%, no que foi o melhor desempenho destes vários subíndices temáticos. O setor bancário, que se apresentou com uma acentuada tendência de subida no início da sessão, no seguimento da divulgação dos testes de resistência anuais realizados pela Reserva federal, foi perdendo força e acabou mesmo a recuar 0,13%, em termos agregados. Por outro lado, as tensões comerciais entre os EUA e os seus principais parceiros continuaram no horizonte dos investidores.

O Canadá detalhou assim a imposição de direitos alfandegários sobre exportações provenientes dos EUA no montante de 16,6 mil de milhões de dólares canadianos (12,6 mil milhões de dólares dos EUA; 10,8 mil milhões de euros), em resposta às taxas alfandegárias impostas pelo governo de Donald Trump sobre o aço e o alumínio exportados pelo Canadá para os EUA.

Este anúncio teve um impacto limitado na bolsa nova-iorquina, "porque já era mais ou menos esperado", segundo J. J. Kinahan.
Mais "tem de se esperar a continuação de uma volatilidade elevada (...) porque parece que uma grande parte das negociações é feita através dos 'media' ou do Twitter", sublinhou. Sinal do estado do mercado, todos os principais índices terminaram a semana em perda: o Dow Jones recuou 1,26%, Nasdaq desvalorizou 2,37% e o S&P500 baixou 1,33%.