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O melhor azeite do mundo é alentejano e é premiado hoje em Nova Iorque

Entre 189 marcas de azeite, de vários países, a disputar os cobiçados prémios Mario Solinas – considerados os ‘óscares do azeite’, Portugal arrecadou quatro distinções e igualou Espanha, o maior produtor mundial

É produzido em Ferreira do Alentejo pela Sociedade Agrícola Vale do Ouro e será distinguido esta tarde, em Nova Iorque, com o primeiro prémio para o melhor azeite verde ligeiro do mundo.

A cerimónia de entrega dos prémios Mario Solinas – o equivalente aos ‘óscares’ mas para a indústria mundial do azeite - vai realizar-se hoje, pelas 14h00 (19h de Lisboa), no Javits Center em Nova Iorque, no âmbito da Summer Fancy Food Show, a maior feira de produtos alimentares gourmet à escala global.

A eleição do azeite português foi feita na primeira semana de abril, em Madrid, pelo International Olive Council (Conselho Internacional do Azeite).

Com a distinção do azeite da Sociedade Agrícola Vale do Ouro, Portugal iguala pela primeira vez Espanha em número de prémios atribuídos nos primeiro segundo e terceiro lugares (onde são consideradas quatro categorias por cada nível – azeite verde intenso, médio, ligeiro e maduro).

Ferreira do Alentejo em grande destaque

Como a eleição é feita numa prova cega (189 marcas de azeite, de vários países, a disputar os prémios) as marcas nunca são reveladas, mas apenas os seus produtores – e só depois dos testes. E, sem margem para dúvidas, o Alentejo dominou por completo, com Ferreira do Alentejo a assumir o papel principal.

Assim, foram atribuídas quatro distinções a Portugal: 1º prémio, para azeite verde ligeiro, à Sociedade Agrícola Vale do Ouro, de Ferreira do Alentejo. 2º prémio para um azeite da Sovena e, no terceiro prémio, dois galardões para as empresas Fitagro e para a Elosua, ambas sedeadas em Ferreira do Alentejo.

Nesta corrida de 2018 aos cobiçados prémios Mario Solinas, Espanha, que é o maior produtor mundial, concorreu com 97 marcas, Portugal com 35, Tunísia com 16, Itália com 15, Marrocos com 12, Grécia com 5, Turquia com 4, China com 2 e Brasil, França e Croácia com 1 marca.

À semelhança de Portugal, Espanha conseguiu também quatro distinções. Marrocos arrecadou duas e, pela primeira vez, um azeite chinês foi considerado o melhor do mundo na categoria de ‘maduro’. Uma escolha considerada ‘surpreendente’ por alguns especialistas, dado o facto de este país asiático não ter tradição na produção de azeite, em grande parte devido às limitações de ordem climática.

Apesar da seca que se prolongou até meados de fevereiro, a produção de azeite em Portugal aumentou 80% na campanha de 2017/18 face à campanha do ano anterior. As exportações de azeite atingiram os 496 milhões de euros, de acordo com dados do Ministério da Agricultura. O sector, em Portugal, viu a produção quadruplicar e as exportações triplicarem no espaço de uma década.