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Banco Mundial vai doar €43 milhões para apoiar minoria rohingya no Bangladesh

“Estamos profundamente comovidos com o sofrimento dos rohingya e estamos dispostos a ajudá-los até que possam regressar de forma segura, voluntária e digna ao seu país”, disse o o Banco Mundial, que aprovou um financiamento de 50 milhões de dólares (43 milhões de euros) a um projeto de prestação de serviços de saúde para a minoria rohingya refugiada no Bangladesh

O Comité Executivo do Banco Mundial aprovou, na quinta-feira, um financiamento de 50 milhões de dólares (43 milhões de euros) a um projeto de prestação de serviços de saúde para a minoria rohingya refugiada no Bangladesh.

"Este é o primeiro de uma série [de apoios] que pode atingir um total de 480 milhões de dólares", sublinhou em comunicado a instituição.
O donativo irá "ajudar os rohingya a receberem cuidados de saúde e nutrição para recém-nascidos, crianças, adolescentes", informou o Banco Mundial, que prevê também o apoio no acesso à educação, água potável e saneamento.

"Estamos profundamente comovidos com o sofrimento dos rohingya e estamos dispostos a ajudá-los até que possam regressar de forma segura, voluntária e digna ao seu país", acrescentaram.

"Também continuamos a ajudar o povo de Bangladesh e a outras comunidades que (...) revelam uma grande generosidade em hospedar estes refugiados ", garantiu o presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim, citado no texto.

O Myanmar (antiga Birmânia), de maioria budista, não reconhece a cidadania aos rohingya, muçulmanos, e submete-os desde há décadas a todo o tipo de discriminações, incluindo restrições à liberdade de movimentos e de acesso ao mercado de trabalho.

O êxodo dos rohingyas teve início em meados de agosto do ano passado, quando foi lançada uma operação militar do exército birmanês contra o movimento rebelde Exército de Salvação do Estado Rohingya, devido a ataques da rebelião a postos militares e policiais.

Perto de 700 mil rohingyas estão refugiados no território do Bangladesh.