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Cocriadores são os novos consultores

Os Innovation Awards Fujitsu, que distinguem empresas com processos de cocriação digital em curso, foram esta manhã entregues pelo embaixador do Japão em Portugal, Jun Niimi (à direita na foto) e por Carlos Barros, diretor geral da Fujitsu (à esquerda na foto). As organizações premiadas (da esquerda para a direita) foram IGEFE, representado por Luís Farrajota, membro do conselho diretivo; CP - Comboios de Portugal, representada pelo presidente, Carlos Gomes Nogueira; Queijaria Almocreva, representada por Nuno Cavaco; ISQ, representado por José Oliveira Medina, diretor, e Pedro Matias, presidente (terceiro a contar da direita); EDP Produção, representada por Patrícia Rebelo, diretora de eficiência; e Husqvarna, representada por Frederick Berg,Head of Service Information Office

Ana Brigida

Uma relação de parceria, com benefícios claros para todos os envolvidos e resultados rapidamente visíveis, é a receita para uma transformação digital bem sucedida

Fátima Ferrão

Várias centenas de empresários e gestores nacionais aceitaram o convite da Fujitsu e do Expresso para descobrir o admirável mundo novo da cocriação digital. Um conceito que é, nada mais nada menos, do que uma forma eficaz de responder às exigências da transformação digital, e um tema atual, na agenda de grande percentagem das empresas nacionais e internacionais.

O Centro de Congressos de Lisboa foi o local escolhido para receber os convidados que procuravam mais informação sobre um conceito disruptivo, mas também a partilha de experiências e a descoberta de novas tecnologias que suportem melhores e mais eficientes decisões para os seus negócios.

Durante um debate moderado por Ricardo Costa, diretor de informação da SIC, que contou com a presença de Tito Carlos Vieira, diretor-geral do Centro de Gestão da Rede Informática do Governo, Sebastião Lancastre, CEO da EasyPay, Margarida Segard, diretora adjunta do ISQ, João Manuel Melo, Head of Innovation Management dos CTT e Alexandre Nilo Fonseca, presidente da ACEPI, a disrupção digital e a importância da co-criação digital foram os temas em cima da mesa.

Com diferentes experiências e perspetivas, os convidados falaram da transformação digital em curso nas instituições que representam, com uma conclusão comum: esta mudança é uma necessidade que não pode esperar. O ritmo a que os negócios se movimentam, a exigência de um consumidor mais informado e atento, e a capacidade de adaptação das equipas a um paradigma em transformação, obrigam a assumir a constante inovação como uma prática diária e permanente. “A agilidade é determinante para a cocriação”, garante Sebastião Lancastre. “Trabalhar em rede é fundamental e obrigatório”, acrescenta Tito Carlos Vieira que não tem dúvidas: “Sozinhos dificilmente conseguimos criar valor”.

Contrariando a ideia habitualmente preconcebida de que as instituições do Estado ficam sempre atrás do sector privado no que se refere à inovação, Alexandre Nilo Fonseca desmistifica: “Portugal tem muito boas autoestradas digitais e também alguns dos melhores e mais avançados serviços digitais do Estado”. Tito Carlos Vieira concorda: “O cidadão já não tem paciência para ir a um organismo do Estado preencher papelada”.

Da teoria à prática

Após uma intensa manhã de debate, e com muita informação para digerir e interpretar, a entrega dos prémios Innovation Awards, atribuídos pela Fujitsu aos seus parceiros cocriativos, contribuiu para materializar as temáticas discutidas. Foram seis as empresas – nacionais ou a atuar em Portugal – premiadas pela sua capacidade criativa e inovadora. CP – Comboios de Portugal, com uma solução de fiscalização e de venda a bordo; EDP Produção, com um projeto de ligação em tempo real entre as áreas de operação e manutenção; Huskvarna, com uma plataforma de serviços mais eficiente; IGEFE, com um projeto de Big Data para o ensino; ISQ e Queijaria Almocreva com uma plataforma que agiliza toda a operação, da produção à logística foram os grandes vencedores, com projetos em áreas distintas mas com a característica comum de contarem com o envolvimento das suas equipas e dos recursos dos parceiros.