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SATA: novamente adiado prazo para proposta de compra

Tiago Miranda

A Loftleidir-Icelandic, única empresa interessada em comprar 49% da SATA no processo de privatização, tinha até esta terça-feira para apresentar uma proposta vinculativa, mas solicitou mais 30 dias

A transportadora Loftleidir-Icelandic "solicitou mais 30 dias de prazo para preparar e apresentar uma proposta vinculativa" para a compra de 49% da SATA Internacional - Azores Airlines. O prazo para a apresentação da proposta vinculativa, que terminava esta terça-feira às 23h59 (hora dos Açores), foi prorrogado até 26 de julho, segundo um comunicado de imprensa da SATA.

Em 16 de junho a operadora de transporte aéreo islandesa tinha pedido um novo adiamento do prazo, justificando-o com a “necessidade de efetuar uma análise mais minuciosa à informação disponibilizada na ‘data room’ que contém informação relativa à operação de alienação”.

A empresa tinha até terça-feira para apresentar uma proposta, tendo novamente pedido o prolongamento do prazo.

Em declarações à agência Lusa em 23 de abril, Erlendur Svavarsson, vice-presidente da Loftleidir Icelandic, do grupo Islandair, referiu que a operadora ainda não tinha decidido se iria entrar na segunda fase do processo de alienação da transportadora aérea açoriana.

O administrador confirmou que a empresa tinha apresentado uma “declaração de interesse” e que a empresa “foi informada de que cumpriu os requisitos de pré-qualificação estabelecidos”.

“Isso significa que agora teremos acesso a mais informações sobre a empresa, para revisão e avaliação” e, “depois disso, decidiremos se a Loftleidir Icelandic entrará na segunda fase do processo”, explicou Svavarsson à Lusa.

O grupo SATA anunciou em 17 de abril que a Loftleidir Icelandic foi pré-qualificada para a segunda fase do processo de negociação da alienação de 49% do capital social da Azores Airlines.

Ficou pré-qualificado o único potencial comprador que apresentou manifestação de interesse na Azores Airlines.

De acordo com o caderno de encargos da alienação de capital da operadora açoriana, o futuro acionista da Azores Airlines terá que “respeitar obrigatoriamente” a manutenção do plano de renovação da frota iniciado com o A321 NEO.

O candidato terá ainda de promover o “cumprimento da operação aérea regular mínima”, sendo que esta contempla as ligações entre o continente e os Açores, nomeadamente as rotas liberalizadas entre Ponta Delgada e Lisboa, Ponta Delgada e Porto, Terceira e Lisboa, e Terceira e Porto.

O potencial interessado tem ainda de assegurar as ligações de obrigação de serviço público entre Lisboa e Horta, Lisboa e Pico, Lisboa e Santa Maria, Ponta Delgada e Funchal, bem como a ligação de Ponta Delgada com Frankfurt, a par das rotas a partir da Terceira e Ponta Delgada com Boston e Oakland, nos Estados Unidos, e Toronto, no Canadá.

O potencial comprador deve manter a identidade empresarial, a autonomia da operadora, a sua denominação social e a marca Azores Airlines, entre outros elementos de identificação, a par de um contributo para a empregabilidade local.

O capital social do grupo SATA é detido por um único acionista, a Região Autónoma dos Açores.

A Azores Airlines fechou o terceiro trimestre de 2017 com um prejuízo de 20,6 milhões de euros, estando ainda por fechar as contas finais do ano.

  • Ou a Icelandair avança esta semana ou privatização da SATA fica deserta

    O relógio está a contar. O grupo Icelandair, o único candidato à privatização de 49% da SATA Internacional, deverá confirmar esta semana – ao que tudo indica na terça-feira – se avança ou não com uma proposta vinculativa. Se não o fizer, o processo de privatização daquela subsidiária da companhia aérea açoriana ficará sem candidatos. Processo tem levantado dúvidas à Comissão de Trabalhadores, que tem acusado a administração de “má gestão”