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“Prolongar compra de ativos para 2019 é uma opção”

Peter Praet, membro da Comissão Executiva do Banco Central Europeu

Tiago Miranda

Peter Praet é um dos principais estrategos da política monetária do Banco Central Europeu (BCE). Membro da Comissão Executiva e economista-chefe, tem a seu cargo as análises da situação económica da zona euro que costumam dar o mote às reuniões do Conselho e fundamentar os célebre 3P de Mario Draghi: prudência, persistência e paciência. Falou com o Expresso no início desta semana em Sintra onde decorreu fórum anual do BCE e o tema forte foi a decisão, tomada dias antes, de estender o programa de compra de ativos até dezembro ainda que num ritmo inferior de €15 mil milhões mensais. Praet diz que se trata de “um sinal forte” dado aos mercados sobre a intenção de terminar o programa de estímulos. No entanto, recusando precipitações, deixa em aberto todas as opções — o que o BCE, no seu jargão técnico, chama opcionalidade — em função da evolução lenta da inflação e do abrandamento económico que se está a registar na zona euro

O programa de compra de ativos (APP) vai terminar mesmo no final deste ano?
O que fizemos na semana passada foi expressar a antecipação de que as compras líquidas de ativos terminem no final do ano. Não dissemos que decidíamos, agora, parar o programa em dezembro. Ainda temos seis meses pela frente. Traduzimos a confiança acrescida que manifestámos sobre o andamento da economia e da inflação numa antecipação sobre o APP. E, ao mesmo tempo, reforçámos também as indicações sobre a evolução futura das taxas de juro (forward guidance). Mas, de qualquer modo, antecipar o fim do programa é dar um sinal forte.

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