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Argentina recebe primeira tranche do empréstimo do FMI

Christine Lagarde, diretora do FMI e o Presidente da Argentina Mauricio Macri, posaram juntos na cimeira do G7, no Canadá

Reuters

A Argentina recebe a primeira parcela do FMI, esta sexta-feira, no valor de 15 mil milhões de dólares, o equivalente a 13 mil milhões de euros

A Argentina recebe esta sexta-feira 15 mil milhões de dólares (13 mil milhões de euros), de um empréstimo do Fundo Monetário Internacional (FMI), a primeira parcela de um programa de assistência com um montante total de 50 mil milhões de dólares.

Depois de uma crise no peso argentino, que desvalorizou consideravelmente desde o início do ano, o Presidente da Argentina, Mauricio Macri, pediu um empréstimo ao FMI "para evitar uma crise", afirmaram as autoridades.

O objetivo é fortalecer as reservas cambiais do país, estabilizar um mercado de câmbio volátil, já que o peso depreciou 35% desde o início do ano.

Em troca do empréstimo, o país sul-americano comprometeu-se a reduzir os gastos públicos de forma a obter um orçamento equilibrado até 2020.

Já em maio, o Presidente argentino tinha anunciado que a Argentina iria procurar um acordo financeiro com o FMI.

Segundo o Governo de Macri, o plano económico que vai ser aplicado durante os 36 meses de vigência do acordo é "consistente e sustentável a nível económico, social e político", a fim de controlar o défice da terceira economia da América Latina.

O programa estabelece metas orçamentais mais ambiciosas: um défice primário de 2,7% do PIB (Produto Interno Bruto) para este ano e de 1,3% em 2019, com um equilíbrio em 2020 e um excedente de 0,5% em 2021.

Isto significa que no período 2018-2021 a Argentina terá de reduzir o défice em 19.300 milhões de dólares, um ajustamento que o ministro não explicou como se vai concretizar.

O acordo traz de volta más memórias para os argentinos, que responsabilizam as políticas do FMI pela pior crise económica do país, em 2001.