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PCP vai votar a favor do projeto do CDS para fim do adicional ao Imposto sobre os Combustíveis

Marcos Borga

PSD, com 89 deputados, já anunciou o voto favorável ao diploma do CDS, a que se juntam agora os 15 comunistas

O PCP confirmou que votará a favor do projeto do CDS para a eliminação do adicional ao Imposto Sobre os Combustíveis (ISP) em debate nesta quinta-feira, no parlamento, mas defendeu que deve ser alterado na especialidade. O anúncio foi feito pelo deputado comunista Bruno Dias, que, apesar de tudo, criticou o aproveitamento dos democratas-cristãos nesta matéria.

O diploma, afirmou Bruno Dias, não pode ficar "como está", remetendo a discussão do assunto para a especialidade, em comissão, se o projeto for hoje aprovado na generalidade. O PSD, com 89 deputados, já anunciou o voto favorável ao diploma do CDS, a que se juntam agora os 15 comunistas.

O PS, com 86 parlamentares, já anunciou que irá votar contra todas as iniciativas em debate. "A proposta do CDS não pode, tal como está, ficar em letra de lei e devia ter sido redigida com outro respeito pela Constituição e legislação em vigor", disse o deputado comunista. Bruno Dias apontou às duas bancadas da direita, afirmando que PSD e CDS estão a ensaiar uma manobra, um "exercício de oportunismo político" e o objetivo é "branquear" outros problemas, como os "lucros excessivos das petrolíferas".

Uma crítica que também atingiu o PS, dado que é o partido do Governo após as eleições de 2015. "É necessário e é possível tomar medidas para reduzir desde já o preço dos combustíveis", disse.

Tal como Bruno Dias, também Heitor de Sousa, do Bloco de Esquerda, atacou as petrolíferas e a passividade dos sucessivos Governo, do PSD, CDS e PS, perante as margens de lucro destas empresas. E um e outro defendeu que é necessário tomar medidas para reduzir, desde já, os preços dos combustíveis com o fim deste adicional no imposto.

Pelo PSD, o deputado Cristóvão Norte acusou o Governo de continuar "um glutão insaciável a amealhar impostos e a ignorar os sacrifícios dos portugueses" e a rasgar o "contrato de confiança" ao garantir que, "se o preço subisse o imposto descia". Ora, o preço subiu e o Governo mentiu", acusou Cristóvão Norte.