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Fumo branco no Luxemburgo. Grécia vai receber €15 mil milhões e vê prazos da dívida prolongados

JOHN THYS/AFP/GETTY

Houve finalmente acordo no Eurogrupo ao começo da madrugada de sexta-feira no Luxemburgo. Última tranche do empréstimo do terceiro resgate é superior ao que se previa e foi fixada a extensão de 10 anos nos prazos na dívida ao Fundo Europeu de Estabilização Financeira

Jorge Nascimento Rodrigues com Susana Frexes enviada ao Luxemburgo

O Eurogrupo chegou a um acordo já na madrugada de sexta-feira no Luxemburgo sobre o 'alívio' da dívida grega ao fim de mais de nove horas de discussões coletivas, trilaterais e bilaterais, segundo os media helénicos, nomeadamente a edição em inglês do influente diário ateniense Kathimerini. A reunião, contudo, ainda se prolongou.

Os três principais pilares já conhecidos do acordo assentam numa extensão do prazo de um dos empréstimos, no prolongamento do seu período de carência, e num montante mais elevado do que se previa inicialmente para a última tranche a desenbolsar pelo Mecanismo Europeu de Estabilidade antes do fim do resgate em agosto.

A extensão é de 10 anos do prazo de pagamento do empréstimo concedido pelo Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF) no âmbito do segundo resgate. O período de carência é de mais 10 anos nesses pagamentos. O prazo médio de vencimento do FEEF estava em 32,45 anos e deverá passar agora para mais de 40 anos. O período de carência, concedido anteriormente, empurrava para 2023 o início do pagamento e, depois do acordo obtido agora, deverá passar para 2033.

A última tranche do terceiro resgate deverá somar €15 mil milhões, mais do que o intervalo entre 11 e 12 mil milhões que se previa. Dessa tranche, a Grécia poderá usar €3,3 mil milhões para antecipar pagamentos de dívida a outros credores oficiais, provavelmente ao Fundo Monetário Internacional a quem Atenas ainda deve €10,4 mil milhões. Um desembolso de €15 mil milhões permitirá criar uma almofada financeira de €24 mil milhões, agregando outras contribuições, como receitas de privatizações. Esta almofada permitirá garantir o financiamento por 22 meses a partir do fim do resgate em agosto.